O mercado de carros clássicos no Brasil já movimenta cerca de R$ 32,6 bilhões por ano, segundo dados da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA) em parceria com a FIVA. O montante inclui compra e venda de veículos antigos, restauração, manutenção, eventos, turismo, peças, seguros e serviços especializados.
Mais de R$ 16 bilhões circulam anualmente apenas em manutenção, recuperação de veículos e serviços ligados ao antigomobilismo. Modelos nacionais como Chevrolet Opala, Monza, Kadett, Gol GTI, Escort XR3, Fiat Tempra Turbo e Omega dispararam de valor nos últimos anos. Versões originais do Opala Diplomata dificilmente são encontradas por menos de R$ 100 mil, e algumas configurações ultrapassam R$ 200 mil em negociações privadas e leilões.
Montadoras também investem no segmento. A General Motors lançou o Chevrolet Vintage, projeto oficial de restauração e modernização de clássicos como Opala, Chevette, Monza, Kadett e Omega, incluindo os chamados 'restomods', que mantêm o visual clássico e adicionam tecnologias modernas. A Jaguar Land Rover criou uma área exclusiva para restauração de modelos clássicos em sua fábrica de Itatiaia (RJ), focada principalmente no Defender.
Eventos e leilões têm registrado cifras cada vez mais altas. O leilão 'Venda de Outono' do museu CARDE, em Campos do Jordão (SP), movimentou mais de R$ 26 milhões com 50 carros comercializados e 789 lances. Destaques incluíram dois Chevrolet Opala do programa Vintage vendidos por R$ 550 mil cada, além de um Jaguar XJ220, Dodge Viper e Volkswagen Passat GTS Pointer negociado por mais de R$ 400 mil.
O Encontro Brasileiro de Autos Antigos de Águas de Lindóia (EBAA), maior evento da América Latina, reuniu em 2025 cerca de 1.500 veículos expostos e público estimado de 530 mil pessoas. Para 2026, a organização prevê mais de 1.000 veículos expostos e cerca de 700 carros à venda. O evento ocorre de 4 a 7 de junho na Praça Adhemar de Barros, em Águas de Lindóia (SP), com visitação gratuita.



