O carnaval de rua de São Paulo em 2026, considerado o maior do Brasil pela prefeitura, registrou problemas como superlotação, falta de banheiros químicos e incêndios em sanitários. A estimativa oficial aponta que 16,5 milhões de pessoas participaram dos oito dias de folia, com 627 blocos espalhados pela cidade.
Entre os pontos negativos, a redução de 24 mil para 16 mil banheiros químicos diários gerou longas filas e reclamações. No bloco Solteiro Não Trai, foliões urinaram em tapumes por não conseguirem usar os sanitários. Além disso, banheiros foram incendiados em alguns pontos, agravando a falta de estrutura.
A superlotação foi crítica no bloco do DJ Calvin Harris, onde houve tumulto. Apesar disso, a segurança apresentou melhora: os roubos e furtos de celulares caíram 16% em relação a 2025, com 2.088 ocorrências registradas. Policiais à paisana e fantasiados atuaram nos blocos, resultando em 94 prisões e mais de 70 celulares recuperados.
Grandes atrações como Ivete Sangalo, Pabllo Vittar e Pedro Sampaio animaram os foliões. Ivete, em sua estreia no carnaval paulistano, atraiu 1,2 milhão de pessoas no circuito do Ibirapuera. O evento contou com 11 circuitos de megablocos e injetou cerca de R$ 3,8 bilhões nos setores de alimentação e hospedagem, alta de 10% ante 2025.
Entretanto, a organização sofreu com corte de R$ 12 milhões da prefeitura, impactando a limpeza e manutenção dos banheiros. A equipe do g1 flagrou sanitários no Ibirapuera inutilizáveis por excesso de urina durante o bloco Vou. A prefeitura não respondeu sobre a movimentação financeira do turismo até o fechamento da reportagem.



