Ventos intensos de até 125 km/h atingiram São Paulo, deixando três mortos e causando destruição no litoral e interior do estado. No Rio de Janeiro, rajadas de vento provocaram duas mortes. O mau tempo levou ao fechamento de aeroportos e à paralisação de trens, barcas e metrô. No Rio Grande do Sul, um tornado devastou casas, lavouras e matou animais, agravando os impactos da crise climática.
Ventos de 125 km/h em São Paulo
Em São Paulo, as rajadas de vento de 125 km/h resultaram em três óbitos e danos significativos em áreas costeiras e do interior. A Defesa Civil municipal registrou queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica em diversas regiões. As autoridades recomendaram que a população evitasse sair de casa durante o pico da tempestade. O litoral norte, incluindo cidades como Ubatuba e Caraguatatuba, foi uma das áreas mais afetadas, com estradas bloqueadas e danos em edificações.
Rajadas no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, as ventanias causaram duas mortes e também provocaram transtornos na mobilidade urbana. Os aeroportos Santos Dumont e Galeão foram fechados temporariamente, e os sistemas de trens, barcas e metrô foram suspensos para garantir a segurança dos passageiros. A Defesa Civil estadual emitiu alertas para a população, recomendando que permanecesse em locais seguros. As rajadas de vento chegaram a 90 km/h em algumas áreas da capital fluminense, derrubando árvores e causando alagamentos pontuais.
Tornado no Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, um tornado atingiu residências e propriedades rurais em municípios da região central do estado. O fenômeno destruiu plantações de soja e milho, além de causar a morte de animais em criações. Imagens divulgadas pela Defesa Civil mostravam casas destelhadas, galpões destruídos e árvores arrancadas pela força do vento. A estimativa é de que mais de 100 famílias tenham sido afetadas diretamente, com perdas materiais significativas. O governo estadual decretou situação de emergência em três cidades e mobilizou equipes para prestar assistência.
Série especial do JN sobre crise climática
A crise do clima foi o tema da série especial do Jornal Nacional nesta quarta-feira. O repórter André Trigueiro mostrou que mais de dez milhões de brasileiros vivem em áreas de risco no país, sujeitos a deslizamentos, enchentes e outros desastres naturais. Cientistas e especialistas cobraram urgência em um debate inadiável: o que o poder público precisa fazer para adaptar as cidades diante de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes. De acordo com a reportagem, as capitais brasileiras, em sua maioria, não possuem planos de adaptação climática consolidados, e o investimento em infraestrutura resistente a tempestades é insuficiente. "Precisamos agir agora para evitar tragédias maiores", afirmou um climatologista ouvido pela equipe do JN. A série também destacou a importância de sistemas de alerta precoce e de zoneamento urbano que impeçam a ocupação de encostas e margens de rios.
Ancelotti e a renovação da seleção
Em outro tema, o técnico Carlo Ancelotti declarou que pretende renovar a seleção brasileira para a próxima Copa do Mundo. Em entrevista, o italiano afirmou que planeja incorporar novos talentos e dar mais oportunidades a jovens jogadores, visando formar uma equipe competitiva para o Mundial de 2026. A declaração foi feita em meio aos preparativos para os próximos compromissos da Canarinho, que incluem amistosos e as eliminatórias. Ancelotti ressaltou a importância de mesclar experiência com juventude e destacou o potencial de atletas que vêm se destacando no futebol nacional e internacional. A renovação deve começar já nas próximas convocações.
O conjunto de eventos climáticos severos e as discussões sobre adaptação urbana e renovação esportiva marcam uma semana de contrastes no Brasil, com a população lidando com os efeitos imediatos do mau tempo enquanto se projeta o planejamento de longo prazo.



