Proibição de crianças na Parada LGBT+ ameaça evento em SP
Proibição de crianças na Parada LGBT+ ameaça evento SP

Reinaldo Bulgarelli, secretário executivo do Fórum de Empresas e Direitos LGBTI+, criticou o Projeto de Lei n° 65/2026, aprovado pela Câmara de São Paulo em 20 de maio, que proíbe a presença de crianças e adolescentes em eventos públicos e particulares. A medida, de autoria do vereador Rubinho Nunes (União Brasil), pode impactar a 30ª Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo, marcada para 7 de junho, com público estimado em 2 milhões de pessoas.

Impacto econômico e social

Bulgarelli destacou que a Parada LGBT+ já injetou mais de R$ 500 milhões na economia paulistana. Ele citou pesquisa do Banco Mundial que aponta perdas de R$ 94,4 bilhões anuais devido à exclusão de pessoas LGBTI+ do mercado de trabalho brasileiro, equivalente a 0,8% do PIB, além de R$ 14 bilhões em arrecadação perdida pelo Estado.

Famílias LGBTI+ são negadas

“Nossas famílias, incluindo crianças e adolescentes, fazem parte da Parada desde o início. Proibir sua presença é negar nossas famílias”, afirmou Bulgarelli. Ele considera a proposta ideológica e desrespeitosa à dignidade humana.

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Educação e enfrentamento à LGBTfobia

Para Bulgarelli, é necessário investir no “bê-a-bá” da inclusão, ensinando benefícios da diversidade para os negócios. Ele defende a criminalização da LGBTfobia e a educação permanente como formas de garantir que “todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos”.

Mobilização política

O tema da Parada deste ano é “A rua convoca, a urna confirma”, incentivando a participação política como resistência ao movimento reacionário. Bulgarelli conclui que a defesa dos direitos LGBTI+ deve se expressar nas urnas, com cidadãos escolhendo o país em que querem viver.

O prefeito Ricardo Nunes ainda não decidiu se sanciona ou veta o projeto. A lei pode entrar em vigor já neste domingo, afetando diretamente a Parada.

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