O perito criminal Luiz Carlos Leal Prestes afirmou, em depoimento no julgamento do caso Henry Borel, que a hipótese de acidente doméstico está totalmente descartada. Ao detalhar os laudos técnicos aos jurados, Prestes, que atua como testemunha do Ministério Público, destacou que a quantidade e a distribuição das lesões no corpo da criança são incompatíveis com uma queda comum dentro de casa. Segundo ele, o menino apresentava claros sinais de espancamento.
Morte lenta e sofrimento prolongado
O perito considerou que Henry teve uma morte lenta e sofreu por muito tempo até sucumbir. Em suas palavras: "O acidente doméstico está totalmente descartado. Não existe um acidente doméstico. Isso é uma coisa fantasiosa." Prestes também descreveu três pancadas na cabeça que contribuíram para a morte do menino, conforme noticiado anteriormente.
Lesões incompatíveis com queda
Segundo o perito, uma queda doméstica normalmente provocaria apenas uma lesão isolada ou ferimentos muito próximos entre si, diferente do que foi encontrado no corpo de Henry. "A gente está vendo a multiplicidade de lesões. O acidente doméstico, no máximo, poderia produzir uma lesão única ou duas lesões muito próximas, numa localização muito próxima", explicou.
Prestes também destacou que Henry, com 4 anos, já possuía reflexos naturais de proteção do corpo, o que enfraquece ainda mais a versão de uma queda acidental. "Uma criança de quatro anos já tem reflexos suficientes para se defender. Se fosse um bebê de três meses, seria diferente", disse.
Hemorragia interna e ação contundente
Durante o depoimento, Prestes detalhou que Henry apresentava uma hemorragia próxima ao rim direito, identificada no exame cadavérico. "Teve uma hemorragia retroperitoneal, próximo ao rim direito. Isso daí é fruto de uma ação contundente na região lombar", afirmou.
O caso continua gerando comoção e atenção da mídia, com desdobramentos no judiciário fluminense.



