O nono dia do julgamento do Caso Henry, realizado no 2º Tribunal do Júri da Capital, foi marcado pelos depoimentos dos réus Jairinho e Monique. Pela primeira vez, Monique atribuiu a morte do filho ao ex-companheiro, afirmando ter sido enganada. Jairinho, por sua vez, negou as agressões, contestou a investigação e apresentou sua versão para a madrugada em que Henry morreu.
Depoimento de Monique
Monique, em seu depoimento, declarou que foi enganada por Jairinho e que nunca imaginou que ele pudesse causar mal ao filho. Ela afirmou que, na noite do ocorrido, não presenciou agressões e que confiava plenamente no ex-companheiro. Ao ser questionada pela defesa, manteve a versão de que Jairinho era o responsável pela morte de Henry.
Versão de Jairinho
Jairinho negou todas as acusações de agressão e homicídio. Ele contestou a investigação policial, alegando que as provas foram manipuladas. Apresentou sua versão para a madrugada em que Henry morreu, afirmando que a criança passou mal subitamente e que ele tentou socorrê-la. O réu também criticou a atuação da perícia e disse que a mídia o condenou antes do julgamento.
Debates e próximos passos
Após os depoimentos, os debates entre defesa e acusação foram intensos. A acusação sustentou que as provas são consistentes e apontam para a culpa dos réus. A defesa, por sua vez, argumentou que não há evidências diretas e que os réus são inocentes. O julgamento prossegue com a fase de debates, seguida pelo veredito do júri.
O julgamento do Caso Henry já é um dos mais longos do Rio de Janeiro, com duração de nove dias. A expectativa é de que o veredito seja conhecido nos próximos dias. Ambos os réus negam as acusações de homicídio e agressão.



