A partir de 15 de julho, a Ponte Quinca Mariano, sobre o Rio Paranaíba, na divisa entre Minas Gerais e Goiás, será totalmente interditada para obras de recuperação estrutural. A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra) informou que o Governo de Goiás investirá R$ 25,9 milhões na reforma, com previsão de até 12 meses de execução. A ponte, localizada na GO-139 e conectada à MG-413, é uma das principais ligações entre os dois estados, especialmente para quem se dirige a Caldas Novas, destino turístico.
Rotas alternativas
Com a interdição, os motoristas precisarão utilizar desvios. Segundo a Goinfra, a viagem entre Uberlândia e Caldas Novas passará de cerca de 174 km para 237 km, um acréscimo de 74 km. A agência orienta consultar os desvios antes de viajar e redobrar a atenção nos trechos com alterações de tráfego.
Desvios recomendados
- Saindo de Corumbaíba: Corumbaíba – Nova Aurora – Cumari – Araguari (MG); ou Corumbaíba – Buriti Alegre – Itumbiara – Tupaciguara (MG) – Araguari (MG).
- Saindo de Goiânia a Araguari: Goiânia – Pires do Rio – Ipameri – Catalão – Araguari; ou Goiânia – Morrinhos – Itumbiara – Tupaciguara (MG) – Araguari (MG).
- Saindo de Caldas Novas: Caldas – Cumari – Araguari (MG); ou Caldas – Buriti Alegre – Itumbiara – Araguari (MG).
A orientação é respeitar a sinalização provisória e definitiva implantada nas rodovias durante as obras.
O g1 também procurou o Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) para saber sobre rotas alternativas e medidas de sinalização no trecho mineiro. Até a última atualização, o órgão não havia respondido.
Obras na ponte
Segundo a Goinfra, os serviços incluem substituição de aparelhos de apoio, recuperação de juntas de dilatação, reforço estrutural por protensão complementar, adequação do sistema de drenagem e renovação da pavimentação. As intervenções ocorrerão em pontos estratégicos ao longo de toda a estrutura.
Problemas antigos
A ponte, com 1.153 metros de extensão e 10,40 metros de largura, foi construída em 1975 pela Furnas Centrais Elétricas e recebe cerca de 15 mil veículos por dia. A estrutura apresenta deterioração nas juntas de dilatação, falhas no pavimento e outros problemas. Em reportagens da TV Integração, motoristas relataram dificuldades, como buracos que expunham o Rio Paranaíba e remendos inadequados com massa asfáltica, que aumentavam a vibração com veículos pesados. Muitos condutores reduzem a velocidade ou invadem a contramão para desviar dos danos.
Em novembro de 2025, DER-MG e Goinfra firmaram termo de cooperação para ações conjuntas de melhoria da infraestrutura viária entre os dois estados, incluindo a recuperação da ponte.



