O vulcão Kīlauea, um dos mais ativos do mundo, localizado no Havaí, voltou a entrar em erupção nesta terça-feira, 16 de julho de 2026. A atividade vulcânica lançou jatos de lava a impressionantes 290 metros de altura e uma coluna de gases e cinzas que atingiu 5,5 quilômetros de altitude. A erupção durou pouco mais de oito horas e expeliu cerca de 5,1 milhões de metros cúbicos de lava, de acordo com o Observatório de Vulcões do Havaí (HVO), do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
Erupção restrita à cratera Halemaʻumaʻu
Todo o fenômeno permaneceu confinado à cratera Halemaʻumaʻu, dentro do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí, sem representar ameaça direta a áreas habitadas ou infraestruturas. O HVO informou que a erupção foi a 51ª desde o início de 2024, quando o vulcão entrou em um novo ciclo de atividade frequente. Apesar da magnitude, o nível de alerta foi mantido em "Advertência" (Watch) devido à emissão contínua de cinzas e gases vulcânicos, que podem afetar a qualidade do ar nas regiões próximas.
Monitoramento e segurança
Autoridades do Parque Nacional dos Vulcões do Havaí orientaram visitantes e moradores a evitarem a área da cratera e a seguirem as recomendações de segurança. O HVO continua monitorando a atividade sísmica e as emissões de gases para detectar possíveis mudanças no comportamento do vulcão. A erupção, embora espetacular, não exigiu evacuações, mas as autoridades alertam para os riscos de inalação de partículas finas e gases tóxicos, como dióxido de enxofre.
Impacto e contexto
O Kīlauea é um dos vulcões mais estudados do planeta e suas erupções frequentes atraem cientistas e turistas. A erupção de 2026, embora de curta duração, liberou um volume significativo de lava, comparável a pequenas erupções históricas. O USGS destacou que a atividade restrita à cratera reduz os riscos, mas o monitoramento continua essencial para prevenir surpresas.



