A conservação de áreas naturais exige mais do que discurso. Para Antonella Giancoli, CEO da Benarrivati, o turismo em destinos ambientalmente sensíveis só avança com relações permanentes com especialistas locais e maior clareza sobre o impacto das operações. A declaração foi feita em evento do setor, destacando que a transparência se tornou um desafio central para o segmento.
Transparência como pilar do turismo sustentável
Giancoli ressalta que a falta de informações precisas sobre os efeitos das atividades turísticas compromete a confiança de viajantes e comunidades. "Sem transparência, não há como medir o que estamos preservando ou degradando", afirmou a executiva. Ela defende que as empresas do setor adotem práticas de monitoramento contínuo e divulguem relatórios claros sobre suas operações.
Parcerias com especialistas locais
A CEO da Benarrivati enfatiza que o conhecimento das comunidades tradicionais é essencial para a gestão sustentável. "Os especialistas locais conhecem os ecossistemas como ninguém. Ignorá-los é um erro estratégico", completou. A empresa já desenvolve projetos em parceria com biólogos e guias nativos em regiões como a Amazônia e o Pantanal.
Impacto econômico e ambiental
Dados recentes indicam que o turismo em áreas naturais cresce 15% ao ano no Brasil, mas apenas 30% das operações possuem certificação de sustentabilidade. Giancoli alerta que esse descompasso pode levar à degradação irreversível de biomas. "Precisamos unir crescimento econômico com responsabilidade ambiental", disse.
O papel das empresas e do poder público
A executiva cobra maior rigor na fiscalização e incentivos para quem adota boas práticas. "Não basta discurso; é preciso investimento em tecnologia e capacitação", destacou. A Benarrivati planeja ampliar seus programas de educação ambiental e criar um selo próprio de transparência para suas rotas turísticas.
Perspectivas para o futuro
Giancoli acredita que o turismo sustentável será o principal diferencial competitivo nos próximos anos. "Viajantes estão mais conscientes e exigem destinos que respeitem o meio ambiente", concluiu. A empresa pretende expandir suas operações em 2025, sempre com base em parcerias locais e relatórios de impacto auditados.



