Mineração Taboca multada em R$ 22,5 milhões por poluição no Amazonas
R$ 22,5 mi: multa a mineradora por poluição no AM

A Mineração Taboca S.A. foi multada em R$ 22,5 milhões pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) por lançar resíduos fora dos padrões permitidos no Rio Tiaraju, em Presidente Figueiredo, interior do Amazonas. A infração foi constatada durante fiscalização no Complexo Polimetálico do Pitinga, nas proximidades da Terra Indígena Waimiri Atroari, área monitorada após denúncias de impactos ambientais.

Fiscalização revela alterações na água

Durante a operação conjunta com a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), equipes encontraram alta turbidez e mudança na coloração da água do Rio Tiaraju, atribuídas ao descarte irregular de efluentes da atividade minerária. Lideranças Waimiri Atroari acompanharam a ação e indicaram áreas vulneráveis. A multa baseia-se na legislação ambiental federal e estadual, e fotos, vídeos e laudos técnicos foram anexados ao processo administrativo.

Denúncias do MPF e impactos na saúde

A autuação ocorre após alertas do Ministério Público Federal (MPF). Em junho, o órgão cobrou providências após denúncias de indígenas sobre alterações na cor e sabor da água, morte de peixes, peixes-boi e quelônios, além de casos de alergias e problemas de pele. O MPF e a ANM definiram fiscalização para verificar impactos nos rios Tiaraju, Alalaú e igarapé Jacutinga. Laudos da Associação Comunidade Waimiri-Atroari (ACWA) identificaram metais como alumínio, chumbo e mercúrio em concentrações acima dos limites legais.

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Prazo para defesa e posição da mineradora

A Mineração Taboca foi notificada e tem 20 dias para apresentar defesa ou pagar a multa de R$ 22.555.000. Em nota, a empresa informou que recebeu o auto de infração e apresentará defesa, afirmando que a autuação é um ato administrativo sem comprovação definitiva de dano ambiental. A companhia declarou que os supostos impactos estariam restritos à área operacional do complexo de Pitinga, fora do território indígena, e que suas atividades são monitoradas continuamente, permanecendo à disposição dos órgãos ambientais.

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