Quero-quero: a ave-símbolo do RS que ataca sem piedade para proteger seus filhotes
Quero-quero: ave-símbolo do RS ataca para proteger filhotes

Atire a primeira pedra o gaúcho que nunca fugiu de um quero-quero. Com 37 centímetros de pura bravura, ele não hesita em atacar quem se aproxima da sua prole. Nem mesmo os desavisados que passam por perto sem ter ideia da existência de um ninho são poupados. O pássaro, conhecido como símbolo do Rio Grande do Sul, fica ainda mais territorialista em épocas de reprodução.

Ataques e defesa

Para afastar os predadores, a ave faz voos rasantes e usa esporões afiados nas pontas das asas como forma de ataque. Os olhos vermelhos intimidadores são resultado da grande circulação de sangue na região do crânio. Considerado o “Sentinela dos Pampas”, ganhou esse título por conta de uma lenda regional.

A lenda do Sentinela dos Pampas

A história conta que, no início dos tempos, uma tribo indígena peregrinava pelos campos. À noite, cansados de viajar, dormiam profundamente sob as estrelas. Mas o perigo espreitava nas sombras. No entanto, um guardião enviado pela natureza velava pelo sono da tribo. Ao perceberem qualquer movimentação estranha, os quero-queros gritavam e o som ecoava pelas coxilhas, afastando qualquer possível ameaça. Passada de geração em geração, a lenda ajudou a transformar o pássaro num símbolo de proteção no imaginário popular.

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Apesar da fama de agressiva, a ave se tornou um verdadeiro ícone da cultura rio-grandense. O quero-quero é mais do que um simples pássaro; é um símbolo de resistência e proteção que habita o imaginário dos gaúchos. Sua presença nos campos e sua atitude destemida inspiram respeito e admiração, consolidando seu lugar como a ave-símbolo do estado.

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