Um motorista derramou, na manhã deste sábado (1º), o produto químico que transportava em um caminhão-tanque durante um desentendimento nas dependências de uma empresa de transporte rodoviário de cargas localizada na Rodovia Anchieta, em Santos, no litoral de São Paulo. A Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e informou que o motivo do desentendimento está em apuração.
O caso mobilizou equipes da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil estadual. A Cetesb identificou o produto derramado como glicerina líquida. Segundo a Defesa Civil estadual, a substância não oferece riscos às pessoas nem ao meio ambiente.
O que se sabe até agora
- O derramamento ocorreu durante um desentendimento em uma empresa de transporte rodoviário de cargas na Rodovia Anchieta, em Santos.
- A Polícia Militar foi acionada e apura o motivo do ocorrido.
- A Cetesb identificou o produto como glicerina líquida.
- A Defesa Civil estadual afirma que a substância não oferece riscos às pessoas nem ao meio ambiente.
- O Corpo de Bombeiros informou que o produto não é classificado como perigoso para transporte rodoviário, conforme a ANTT.
- A Prefeitura de Santos considera o despejo um crime ambiental.
- A empresa foi intimada a realizar a limpeza imediata do local.
- O motorista foi levado à delegacia; não há informação se ele foi solto.
Produto identificado e avaliação dos órgãos
A Cetesb, órgão estadual responsável pelo controle e fiscalização ambiental, foi uma das primeiras a atuar no local e identificou a substância como glicerina líquida. A avaliação da Defesa Civil estadual é de que o material não apresenta perigo imediato para a população ou para o meio ambiente.
O Corpo de Bombeiros acrescentou que o elemento não é classificado como produto perigoso para transporte rodoviário, de acordo com as diretrizes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Essa classificação indica que, pela regulamentação vigente, a carga não exigia os protocolos de emergência previstos para materiais de maior risco.
Crime ambiental e medidas da prefeitura
Apesar da avaliação sobre a baixa periculosidade, a Prefeitura de Santos informou, em nota, que o despejo do material é considerado crime ambiental. A administração municipal destacou que a empresa foi intimada a realizar a limpeza imediata do local e que o motorista foi conduzido à delegacia. A equipe de reportagem não foi informada se o homem foi solto.
A prefeitura também afirmou que definirá a quantidade exata de produto descartado e o valor da multa a ser aplicada a partir de segunda-feira (3). A apuração do volume derramado será usada como base para o cálculo da penalidade.
Remoção do material
Os bombeiros informaram que os profissionais da empresa especializada Ambipar estiveram no local e ficaram responsáveis pela remoção segura do material descartado irregularmente. A Ambipar atua em emergências ambientais e gestão de resíduos, sendo acionada para conter e retirar a glicerina líquida do pátio da empresa.
A Line Transportes Serv Embalagens, nome da empresa envolvida no incidente, foi procurada pela reportagem, mas não retornou até a última atualização deste texto. O motorista, que foi levado à delegacia, também não foi localizado para comentar o caso.
O que falta esclarecer
Até o fechamento desta reportagem, a Polícia Militar não havia detalhado as circunstâncias do desentendimento que levou ao derramamento. Não há informação sobre se o motorista permanece detido ou se foi liberado após prestar depoimento. Também não foi divulgada a destinação final da glicerina líquida removida pela Ambipar.
A Prefeitura de Santos deve anunciar na próxima segunda-feira (3) o volume exato do produto descartado e o valor da multa aplicada. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades ambientais e pela Polícia Militar.



