A Usina Hidrelétrica de Itaipu, considerada a maior geradora de energia limpa do mundo, evitou a queima de mais de 407 mil barris de petróleo por dia em 2025, segundo dados do Ministério de Minas e Energia (MME). Esse volume representa o que seria necessário em combustíveis fósseis, como petróleo, gás e carvão, para gerar a mesma quantidade de eletricidade.
Além da economia de combustíveis fósseis, a produção da usina também evitou a emissão de grandes volumes de gases de efeito estufa. Caso essa energia fosse gerada por outras fontes, seriam emitidas cerca de 36 milhões de toneladas de CO₂ em usinas a gás, 53 milhões em usinas a óleo e até 65 milhões em usinas a carvão.
Julia Rossi, coordenadora do GreenFaith Brasil e pesquisadora da Fiocruz, destacou que a exploração de combustíveis fósseis causa danos nocivos aos seres vivos devido à contaminação da água, do solo e do ar.
O superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti, afirmou que, em um cenário de instabilidade no mercado internacional de petróleo, manter uma matriz energética limpa e diversificada é estratégico. Ele lembrou que a matriz elétrica brasileira é majoritariamente renovável, cerca de 88%, o que garante maior estabilidade nos preços da energia.
Em 2025, a hidrelétrica respondeu por cerca de 8% de toda a energia produzida no Brasil. O restante vem principalmente de outras usinas hidrelétricas (55%) e estações eólicas (15%), segundo a Aneel. Meneghetti destacou que Itaipu funciona como uma 'bateria' no sistema brasileiro, ajudando a equilibrar a oferta de energia com o crescimento da geração solar e eólica.
Apesar dos benefícios, a construção da usina entre 1973 e 1982 causou impactos socioambientais. A Itaipu Binacional reconheceu, em outubro de 2025, que cerca de 40 mil pessoas foram transferidas e 135 mil hectares de terras foram inundados, muitas consideradas sagradas pelo povo Avá-Guarani, resultando em um 'apagamento violento' da existência indígena.



