Frio no Brasil é normal e não tem relação com Super El Niño
Frio normal no Brasil sem relação com Super El Niño

O frio intenso que atinge o Brasil nas últimas semanas está dentro da normalidade para a estação e não tem relação com o fenômeno Super El Niño, explica o meteorologista Carlos Magno. Segundo ele, o inverno está se comportando como esperado, com temperaturas baixas e umidade típicas da estação.

Frio não é extremo nem ligado ao El Niño

O meteorologista esclarece que o atual frio não é um evento extremo ou anômalo. “Estamos vivendo um inverno normal, com as características esperadas para a estação. Não há qualquer influência direta do Super El Niño, que é um fenômeno de aquecimento das águas do Pacífico e costuma trazer impactos diferentes para o Brasil, como chuvas no Sul e seca no Nordeste”, afirma.

Carlos Magno destaca que o frio atual é resultado de massas de ar polar que avançam pelo continente, algo comum nesta época do ano. “O que vemos é a atuação de sistemas frontais típicos, que trazem queda de temperatura e precipitação. Não há nada de extraordinário”, completa.

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Benefícios para os reservatórios

O cenário de frio e umidade, no entanto, traz um benefício importante: a recuperação gradual dos reservatórios das regiões Centro-Oeste e Sudeste. As chuvas recentes, associadas ao tempo mais ameno, têm elevado os níveis de água em barragens e represas, deixando a região mais preparada para enfrentar os próximos meses, especialmente o período seco que se aproxima.

De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste operam com média de 60% da capacidade, um aumento de 5 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado. “A recuperação é lenta, mas consistente. O frio e a chuva ajudam a manter a umidade do solo e a recarga dos mananciais”, explica o meteorologista.

Previsão para os próximos dias

A previsão indica que o frio deve continuar nos próximos dias, com possibilidade de novas quedas de temperatura, especialmente no Sul e Sudeste. No entanto, não há expectativa de eventos extremos como geadas ou nevascas. “O inverno segue dentro do padrão. As temperaturas podem cair um pouco mais, mas nada fora da curva”, conclui Carlos Magno.

Para a população, a recomendação é manter os cuidados com a saúde, como agasalhar-se bem e evitar exposição prolongada ao frio, especialmente para crianças e idosos. O cenário de umidade também pede atenção com doenças respiratórias, comuns nesta época do ano.

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