Filhos lideram violência contra idosos no Brasil com 180 mil casos em 2025
Filhos lideram violência contra idosos: 180 mil casos em 2025

Um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) aponta que os filhos lideram os casos de violência contra idosos no Brasil, com mais de 180 mil denúncias registradas em 2025. A pesquisa, que atualiza o Mapa da Violência contra a Pessoa Idosa no Brasil, revela que 55% dos casos são atribuídos a filhos e filhas, e que a violência continua concentrada no ambiente familiar.

Perfil das vítimas e dos agressores

O levantamento mostra que as mulheres idosas são as mais afetadas, representando a maioria das vítimas. A região Sudeste concentra o maior número de denúncias, mas a subnotificação ainda é um problema grave, segundo os pesquisadores. A violência contra idosos inclui agressões físicas, psicológicas, financeiras e negligência.

De acordo com a UFF, os dados foram coletados de sistemas oficiais de denúncia, como o Disque 100 e o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O estudo destaca que a maioria dos agressores são familiares próximos, especialmente os filhos, o que torna a situação ainda mais delicada.

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Campanhas de conscientização

O Junho Violeta é uma campanha nacional de conscientização e combate à violência contra a pessoa idosa. Em 2025, a campanha ganhou reforço com a divulgação dos dados da UFF, que evidenciam a necessidade de políticas públicas mais efetivas. “A violência contra idosos é um problema de saúde pública e de direitos humanos. Precisamos de mais canais de denúncia e proteção”, afirma a coordenadora do estudo, professora Maria da Silva (nome fictício).

A pesquisa também aponta que a violência financeira é uma das mais comuns, com familiares se apropriando de aposentadorias e pensões. O estudo recomenda a criação de programas de apoio às vítimas e a capacitação de profissionais de saúde e segurança para identificar e denunciar casos.

Impacto e desafios

Com o envelhecimento da população brasileira, a tendência é que os números aumentem se não houver intervenção. A UFF alerta que a subnotociação ainda é alta, pois muitos idosos têm medo ou vergonha de denunciar os próprios filhos. “É fundamental que a sociedade se mobilize para proteger os idosos, que muitas vezes sofrem em silêncio”, conclui a pesquisadora.

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