O Brasil implantará um sistema nacional de alerta para calor extremo, com investimentos de R$ 9,8 bilhões, visando antecipar riscos e proteger a população, especialmente em áreas vulneráveis. A medida foi anunciada pelo governo federal em meio à previsão de um 'Super El Niño', que deve intensificar as ondas de calor no país.
Medidas do pacote
O plano, coordenado pelo Ministério da Saúde, inclui a criação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima, distribuídos em diferentes regiões do país, e um Painel Nacional de Excesso de Calor, que monitorará em tempo real as condições climáticas e os impactos na saúde. Além disso, serão desenvolvidos protocolos específicos para grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
De acordo com o ministro da Saúde, 'o sistema permitirá emitir alertas com antecedência, para que a população possa se proteger e os serviços de saúde possam se preparar para atender a demanda'. O investimento total de R$ 9,8 bilhões será aplicado ao longo dos próximos quatro anos.
Contexto climático
A iniciativa surge em resposta às projeções de um 'Super El Niño', fenômeno que pode elevar as temperaturas a níveis recordes. Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicam que as ondas de calor já aumentaram 300% nos últimos 20 anos no Brasil. 'Precisamos nos antecipar aos eventos extremos, que tendem a se tornar mais frequentes e intensos', afirmou o ministro do Meio Ambiente.
O sistema de alerta será integrado às defesas civis estaduais e municipais, garantindo que as informações cheguem rapidamente às comunidades. 'A prevenção salva vidas e reduz custos com saúde pública', destacou o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil.



