22 aves retornam ao lago do Paço Municipal de Sorocaba após quarentena
Aves retornam ao lago do Paço Municipal de Sorocaba

Vinte e duas aves retornaram ao lago do Paço Municipal de Sorocaba (SP) no dia 26 de junho, após passarem 35 dias em quarentena no antigo canil da Guarda Civil Municipal (GCM). Os animais haviam sido retirados do local em maio, depois da morte de oito patos. Segundo a prefeitura, os exames não apontaram risco sanitário, permitindo o retorno das aves ao parque.

Quarentena e exames

Na ocasião da remoção, as 22 aves foram levadas para o antigo canil da GCM, localizado na Vila Rica, onde ficaram sob observação. Os oito patos mortos passaram por necrópsia e exames laboratoriais para apurar as causas das mortes. A prefeitura informou, em nota, que a quarentena teve como objetivo "reduzir riscos sanitários, permitir a observação clínica das aves e auxiliar na apuração das possíveis causas das mortes". A administração municipal acrescentou que novas medidas sanitárias poderão ser adotadas caso os exames indiquem qualquer necessidade.

Monitoramento e Festa Julina

Os animais que não puderam ser capturados permaneceram no lago, sob monitoramento diário. Durante a Festa Julina, realizada no Paço Municipal, as aves ficaram em uma área isolada por tapumes, sem acesso do público. A prefeitura explicou que, em períodos de maior movimentação ou barulho, é natural que esses animais procurem locais mais protegidos, como as marquises do prédio. "A Secretaria do Meio Ambiente acompanha a fauna do local e, se identificar qualquer risco, adotará as medidas necessárias", completou a prefeitura.

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Características dos patos-mudos

Gansos e patos habitam o Parque do Paço Municipal de Sorocaba. Segundo a prefeitura, as aves são domésticas, vivem soltas pelo local e recebem ração diariamente. Elas procriam na vegetação, na ilha do lago e nas marquises. Não há registro de há quanto tempo os animais vivem no espaço. Conhecidos popularmente como patos-mudos, esses animais são aves aquáticas que vivem em bandos e têm alimentação onívora. A médica veterinária Paula Nochelli Prata explica as principais características da espécie: consomem sementes, frutas, insetos, pequenos crustáceos e até minhocas; são silenciosos e não grasnam, emitindo apenas sons baixos, semelhantes a bufadas; os machos se diferenciam das fêmeas por apresentarem formações avermelhadas e proeminentes no rosto (carúnculas); e ajudam no controle de pragas como mosquitos e caramujos, espalham sementes e servem de alimento para predadores naturais.

Gansos e impacto ambiental

Já os gansos do parque pertencem a uma raça originada da domesticação do ganso-cisne, nativo da Ásia. Segundo a veterinária, a espécie traz benefícios e pontos de atenção para o ecossistema local: benefícios como auxiliar no controle de pragas, plantas aquáticas e gramíneas invasoras, além de suas fezes servirem como adubo natural para a vegetação; pontos de atenção incluem o fato de não serem nativos da região, podendo competir por alimento e espaço com aves silvestres.

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