O banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, vive dias de intensa tensão na prisão, onde busca negociar uma delação premiada. Ele teme ser transferido para o espaço comum e perder a cela especial na Polícia Federal, um privilégio que lhe garante mais conforto e segurança.
Negociação de delação e rejeição da PF
Fontes próximas ao caso revelaram que Vorcaro indicou a interlocutores seu receio de deixar a cela especial. A Polícia Federal, no entanto, rejeitou a proposta de colaboração apresentada por ele, sugerindo sua transferência para a Penitenciária Federal de Brasília. A decisão final cabe agora ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, que ainda não se manifestou.
Rotina na prisão: leituras, reuniões e angústia
Nos dias que antecederam a negativa da PF, Vorcaro alternou momentos de leitura de livros sobre mercado financeiro com reuniões estratégicas com seus advogados. Em meio a esse cenário, ele também demonstrou angústia e tensão, especialmente ao considerar a possibilidade de voltar para uma cela comum, onde as condições são mais precárias.
Plano para saldar dívida bilionária
Paralelamente às negociações de delação, Vorcaro elabora um plano para quitar parte de uma dívida de R$ 60 bilhões. A intenção é amenizar sua situação legal e demonstrar boa-fé às autoridades. A dívida, contraída pelo Banco Master, é um dos principais pontos de investigação que levaram à sua prisão.
O banqueiro espera que, ao apresentar um plano viável de pagamento, possa obter condições mais favoráveis no processo. No entanto, a rejeição da PF à delação complica ainda mais seu cenário jurídico. A decisão de Mendonça será crucial para definir os próximos passos de Vorcaro, que permanece sob custódia enquanto aguarda o desfecho do caso.



