O Tribunal do Júri absolveu, nesta terça-feira (28), Thiago Alack de Souza Ramos, conhecido como Thiago Bally, da acusação de participação no assassinato de Victor Alexandre de Lima, de 22 anos, morto a tiros em abril de 2024, em São Sebastião, no Litoral Norte de São Paulo. Thiago Bally havia sido eleito vereador de São Sebastião nas eleições de 2024, mas não chegou a tomar posse no cargo porque teve a prisão preventiva decretada durante a investigação do caso. No julgamento, o Conselho de Sentença absolveu Thiago de todas as acusações. Com a decisão, o juiz Wellington Urbano Marinho revogou a prisão preventiva e determinou a expedição imediata do alvará de soltura.
Absolvição unânime e liberdade imediata
Segundo informações do tribunal, a decisão dos jurados foi unânime. O advogado de defesa, Jacob Filho, celebrou o resultado: “A absolvição demonstra que Thiago não cometeu o crime. Não estou falando que foi absolvido por insuficiência de provas, mas por não ter cometido o crime”, afirmou. Ele criticou a condução da investigação, mencionando “erros durante o processo”. O juiz também concedeu o direito de recorrer em liberdade.
Denúncia e contexto do crime
O vereador eleito havia sido denunciado pelo Ministério Público sob a acusação de ordenar a morte de um homem em uma chácara. Segundo a denúncia, Thiago teria mandado matar o jovem após receber informações de que a vítima sequestraria sua filha. Desde o início, a defesa negava qualquer participação. A vítima, Victor Alexandre de Lima, de 22 anos, foi morta em abril de 2024. De acordo com o relatório final da Polícia Civil, no dia do crime, Victor recebeu uma ligação e foi até o local denominado ‘Sítio Velho’. Lá, segundo a denúncia, ele encontrou um homem e negociava uma venda quando foi atingido por dois disparos. O suspeito confessou ter atirado, mas alegou legítima defesa, e sua prisão foi convertida em preventiva.
Impacto político e perda do mandato
Nas eleições de 2024, Thiago Bally foi eleito vereador de São Sebastião pelo PSDB, com 1.173 votos. Como estava foragido quando a legislatura começou, não tomou posse. A Câmara Municipal declarou a perda do mandato e convocou o suplente para ocupar a vaga. Com a absolvição, Thiago recupera a liberdade, mas o mandato não é automaticamente restaurado, dependendo de decisão judicial ou administrativa.
Repercussão e próximos passos
A defesa afirmou que pretende buscar a reabilitação política de Thiago Bally, mas ainda não há definição sobre eventual retorno ao cargo. O caso gerou grande repercussão na cidade de São Sebastião, onde o crime ocorreu. A população aguarda os desdobramentos da investigação contra o outro suspeito, que permanece preso. A Justiça deve agora analisar eventuais recursos da acusação.



