STF não pauta briga bilionária do vale-refeição; governo projeta ganho de R$ 20 bi
STF não pauta briga bilionária do vale-refeição

O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não pautou a ação que questiona o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que ampliou o uso dos cartões de vale-refeição e vale-alimentação. A disputa envolve valores bilionários e pode impactar diretamente os trabalhadores brasileiros.

Decreto de Lula amplia uso dos cartões de benefícios

Em setembro de 2023, Lula editou um decreto que flexibilizou as regras para o uso dos vales-refeição e alimentação. A medida permitiu que esses cartões fossem utilizados para compra de qualquer tipo de alimento em supermercados, açougues, padarias e feiras, e não apenas em restaurantes. O governo estima que a mudança pode gerar um ganho de até R$ 20 bilhões por ano para os trabalhadores, que passariam a ter mais opções e poder de compra.

Ação questiona constitucionalidade do decreto

A ação que tramita no STF foi movida por entidades do setor de alimentação, que alegam que o decreto invade a competência do Congresso Nacional. Elas argumentam que a regulamentação dos vales-refeição e alimentação deve ser feita por lei, e não por decreto presidencial. O relator do caso é o ministro Luís Roberto Barroso, que ainda não apresentou o processo para julgamento no plenário.

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Impacto econômico e social da decisão

Segundo o governo federal, a ampliação do uso dos cartões de benefícios visa estimular a economia local e melhorar a qualidade da alimentação dos trabalhadores. A medida também busca reduzir a burocracia e aumentar a competitividade entre os estabelecimentos credenciados. Por outro lado, o setor de restaurantes teme perder receita, já que os trabalhadores podem optar por comprar alimentos em supermercados em vez de refeições prontas.

STF ainda sem data para julgamento

Até o momento, o STF não definiu uma data para julgar a ação. O caso é acompanhado de perto por empresas do setor de benefícios, sindicatos e trabalhadores. A decisão do Supremo pode confirmar o decreto de Lula ou derrubá-lo, gerando impactos significativos no mercado de vale-refeição e alimentação, que movimenta bilhões de reais por ano no Brasil.

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