STF apreende passaporte de publicitário ligado a Vorcaro por risco de fuga
STF apreende passaporte de publicitário ligado a Vorcaro

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira a apreensão do passaporte do publicitário Thiago Miranda, investigado por sua ligação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão foi motivada pelo risco de fuga internacional, já que a Polícia Federal identificou que Miranda tinha uma passagem comprada para viajar aos Estados Unidos na mesma data.

Investigação e contexto

Thiago Miranda é investigado por supostamente intimidar a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo. De acordo com as apurações, ele teria utilizado uma plataforma digital para acessar dados sigilosos da jornalista. O caso está sob análise do STF, que considera a conduta como potencialmente grave para o andamento das investigações.

Além disso, Miranda atuou como intermediário no financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo informações do processo, Daniel Vorcaro investiu R$ 62 milhões no projeto cinematográfico, o que reforça a ligação entre os dois.

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Risco de fuga e medidas cautelares

A Polícia Federal informou ao STF que Thiago Miranda havia adquirido uma passagem aérea com destino aos Estados Unidos para a última segunda-feira, o que indicava intenção de deixar o país. Diante disso, o ministro André Mendonça considerou necessária a apreensão do passaporte como medida cautelar para garantir a continuidade das investigações.

Além da retenção do documento, outras medidas restritivas podem ser impostas, como a proibição de contato com a jornalista e com outros envolvidos no caso. A defesa de Miranda ainda não se manifestou publicamente sobre a decisão.

Repercussão e próximos passos

O caso ganhou destaque por envolver figuras ligadas ao setor financeiro e político. O Banco Master, controlado por Vorcaro, é um dos maiores bancos médios do país, e o investimento no filme sobre Bolsonaro gerou controvérsia. A investigação prossegue sob sigilo, e novas diligências podem ser autorizadas pelo STF.

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