Sargento preso após levar esposa capitã morta a hospital em BH
Sargento preso após levar esposa capitã morta a hospital

O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais Eduardo Oliveira foi preso em flagrante na noite de segunda-feira (20) após dar entrada no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte, com sua esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, já sem vida. A vítima apresentava sinais de violência e o óbito foi estimado em até seis horas antes da chegada ao hospital. O caso é investigado como feminicídio.

Versão do suspeito e contradições

Em depoimento, Eduardo Oliveira alegou que a morte teria sido um acidente durante uma relação sexual consensual. No entanto, a mãe da vítima, que preferiu não ser identificada, afirmou à polícia que o relacionamento era abusivo e que Michele já havia relatado agressões anteriores. “Minha filha tinha medo dele. Ela me contava que ele era ciumento e agressivo”, disse a mãe em entrevista à reportagem.

Peritos encontraram no local do crime – a residência do casal – evidências de agressão, incluindo hematomas no corpo da vítima e vestígios de uso de drogas. A polícia também apreendeu celulares e outros materiais para análise.

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Investigação e prisão

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) de Belo Horizonte assumiu o caso. A delegada responsável, Ana Paula Silva, afirmou que as circunstâncias apontam para feminicídio. “As lesões são incompatíveis com a versão de acidente. Trabalhamos com a hipótese de homicídio qualificado”, declarou.

O sargento foi autuado em flagrante por homicídio qualificado (feminicídio) e permanece à disposição da Justiça. A Polícia Militar informou que abriu um procedimento administrativo para apurar a conduta do militar.

Repercussão e medidas

O caso gerou comoção nas redes sociais e entre colegas de farda. A corporação emitiu nota de pesar e reforçou o compromisso com o combate à violência doméstica. “A PMMG repudia qualquer ato de violência e presta solidariedade à família da capitã Michele”, diz o comunicado.

Organizações de defesa dos direitos das mulheres também se manifestaram, pedindo celeridade na investigação e punição exemplar. O Conselho Estadual da Mulher de Minas Gerais emitiu nota repudiando o crime e cobrando políticas públicas de prevenção.

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