O ex-presidente da Eletronuclear, Othon Pinheiro, e outros condenados por participação em um esquema de propina na empresa terão seus recursos analisados pela Justiça. O caso, que envolve desvios milionários, será julgado nos próximos dias.
Entenda o caso
Othon Pinheiro foi preso em 2016 durante a Operação Lava Jato, acusado de receber propinas em contratos da Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras. Ele foi condenado a mais de 40 anos de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Recursos em análise
A defesa de Pinheiro entrou com recursos no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) questionando a condenação. Outros réus no mesmo processo também apresentaram apelações. O julgamento está previsto para ocorrer em sessão da 1ª Turma Especializada do TRF-2.
Esquema de propinas
Segundo a acusação, o esquema envolvia pagamento de propinas a executivos da Eletronuclear em troca de contratos superfaturados com empresas do setor nuclear. Os valores desviados somam milhões de reais, com parte do dinheiro enviado ao exterior.
Próximos passos
O julgamento dos recursos será acompanhado de perto por advogados e pelo Ministério Público Federal. Caso os recursos sejam negados, as condenações podem ser mantidas ou até aumentadas. A decisão pode levar anos para ser definitiva, devido às possibilidades de novos recursos em instâncias superiores.
A Eletronuclear, por sua vez, afirma ter colaborado com as investigações e implementado medidas de compliance para evitar novos desvios.



