Polícia Civil do DF conclui que Bolsonaro não cometeu crime com arma em prisão domiciliar
Polícia Civil do DF: Bolsonaro não cometeu crime com arma

A Polícia Civil do Distrito Federal concluiu que o ex-presidente Jair Bolsonaro não cometeu crime ao possuir uma arma de fogo em sua residência durante o período em que cumpria prisão domiciliar. A investigação apontou que Bolsonaro possuía registro válido e sem restrições para a arma, o que afastou a tipificação penal.

Indiciamento do sargento Estácio Leite

No mesmo inquérito, a Polícia Civil indiciou o sargento Estácio Leite da Silva Filho por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Segundo o delegado Thiago Boeing da Silva, responsável pelo caso, não houve materialidade ou dolo por parte de Bolsonaro. "A arma estava devidamente registrada em nome do ex-presidente, não havendo qualquer irregularidade que justificasse uma ação penal", afirmou o delegado.

Detalhes da investigação

A investigação teve início após denúncia anônima que sugeria a presença de arma irregular na residência de Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar desde maio de 2026. Durante a apuração, os agentes verificaram o sistema de registro de armas e constataram que o ex-presidente possuía autorização legal para o armamento. Já o sargento Estácio Leite, que teria supostamente fornecido a arma, foi indiciado por porte ilegal de arma de uso restrito, crime previsto no Estatuto do Desarmamento.

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Impacto jurídico e político

A decisão da Polícia Civil reforça a tese da defesa de Bolsonaro, que sempre sustentou a legalidade da posse da arma. O caso, no entanto, pode ter desdobramentos políticos, já que a oposição questiona a transparência das investigações. O indiciamento do sargento, por outro lado, mantém a linha de apuração sobre eventuais irregularidades no porte de armas por parte de militares.

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