A Polícia Federal restituiu ao Arquivo Nacional, na manhã desta quarta-feira (17), documentos históricos que estavam sendo anunciados em leilão. As peças recuperadas pelos policiais foram avaliadas por uma equipe técnica do Arquivo Nacional, que reconheceu a origem do material que já estava destinado ao pregão.
Os policiais conseguiram a guarda judicial dos itens para garantir a preservação do patrimônio histórico. O laudo descreve os documentos como originários de repartições públicas, ligados aos anos de 1824, 1865 e 1876.
Documentos recuperados
A PF restituiu um documento de 1824 assinado por Simplício José da Silva, tenente-coronel e comandante. O item tem origem na Junta do governo temporário da província do Piauí e trata de uma comunicação relacionada à decisão do imperador sobre punição rigorosa àqueles que ofendessem o império brasileiro.
Em outro conjunto, a PF encontrou um documento de 1865, assinado por José Thomaz Nabuco de Araújo Filho, então ministro dos Negócios da Justiça e pai do historiador, diplomata e político abolicionista Joaquim Nabuco. A peça tem origem ministerial e aborda tema relacionado à Guarda Nacional Imperial, instituição voltada para a organização político-administrativa e militar do Império.
Documentos do Ministério da Guerra
Entre os documentos restituídos está um conjunto de peças do ano de 1876, relacionado ao então Ministério dos Negócios da Guerra. Uma das folhas é datada de 25 de setembro de 1876 tendo sido assinada pelo ministro Duque de Caxias. O documento trata de ofício referente à inauguração de comunicação entre a Paraíba e Pernambuco.
O mesmo conjunto de material recuperado inclui ainda uma peça de 27 de junho de 1876, também da Secretaria de Estado dos Negócios da Guerra e assinada por José Maria Lopes da Costa, relacionada ao encaminhamento da Coleção de Leis da Província da Paraíba.
Com a restituição, as peças retornam à guarda do Arquivo Nacional, órgão responsável pela preservação, tratamento técnico e acesso ao patrimônio documental público federal.



