A Polícia Federal (PF) cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme informou sua defesa. O mandado previa a busca de armamentos, munição, acessórios e documentos de registro, mas, segundo os advogados, nada foi encontrado. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
Decisão de Moraes e prisão domiciliar
Em 3 de julho, Moraes decidiu manter Bolsonaro em prisão domiciliar após o fim do prazo inicial de 90 dias, em meio à análise de episódios recentes envolvendo o cumprimento das medidas impostas. Além da manutenção do regime, o ministro determinou a revogação do Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) do ex-presidente, bem como a imediata apreensão de todas as armas de fogo a ele vinculadas.
Na decisão, Moraes afirmou que a atual condição do ex-presidente é incompatível com a posse de armas de fogo e detalhou o armamento que deveria ser entregue. Em resposta ao STF, a defesa informou que, das 10 armas mencionadas na primeira decisão, duas já haviam sido entregues à PF em 2023 por determinação do TCU, e oito estariam guardadas no Batalhão de Polícia do Exército, em Brasília.
Desencontro de informações sobre armas
Diante disso, Moraes determinou que o Exército entregasse as oito armas à PF em 48 horas. A PF também deveria confirmar a guarda das duas armas já entregues. No entanto, no domingo, 6 de julho, o Comando do Batalhão de Polícia do Exército informou ao STF que não estava com duas das oito armas indicadas pela defesa. Segundo os militares, apenas seis armas foram efetivamente entregues à PF.
O caso segue sob investigação, com a PF apurando a localização das armas desaparecidas e a defesa de Bolsonaro reiterando que todas as armas estão em conformidade com as determinações judiciais.



