PF mira armas na casa de Bolsonaro, mas defesa nega apreensão
PF busca armas na casa de Bolsonaro; defesa nega apreensão

A Polícia Federal realizou na manhã desta quarta-feira uma operação de busca e apreensão na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, com o objetivo de localizar armas e munições. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a defesa do ex-presidente, nenhum material ilícito foi encontrado no local.

Detalhes da operação

Agentes da PF chegaram ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por volta das 7h. A operação faz parte de investigações sobre suposto desvio de armas do acervo da União. De acordo com fontes, a busca mirava especialmente armas de fogo e munições que estariam em posse irregular do ex-presidente.

A defesa de Bolsonaro, liderada pelo advogado Paulo Cunha Bueno, divulgou nota afirmando que "nada foi encontrado" e classificou a ação como "desnecessária e desproporcional". "O ex-presidente sempre colaborou com as autoridades e não há qualquer fundamento para essa diligência", disse o advogado.

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Armas já sob controle

Parte do arsenal de Bolsonaro já está sob custódia de instituições oficiais. Algumas armas estão em posse do Exército Brasileiro, outras com a própria Polícia Federal. Uma espingarda, especificamente, encontra-se em uma loja no Rio Grande do Sul, aguardando regularização. A defesa argumenta que todas as armas do ex-presidente estão em situação legal ou em processo de regularização.

A operação ocorre em meio a tensões entre o Judiciário e o ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar desde maio, após decisão do STF. Bolsonaro é investigado em múltiplos inquéritos, incluindo um sobre a suposta tentativa de golpe de Estado e outro sobre a venda de joias sauditas.

Repercussão política

A ação da PF gerou reações imediatas. Aliados de Bolsonaro criticaram a medida, classificando-a como "perseguição política". Já parlamentares da oposição defenderam a operação, afirmando que "ninguém está acima da lei". O ex-presidente, por sua vez, não se manifestou publicamente até o momento.

A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre o que foi apreendido ou se há novas diligências previstas. O caso segue sob sigilo judicial.

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