Um pastor evangélico foi preso na manhã desta quinta-feira (9) sob suspeita de abusar sexualmente de adolescentes menores de idade em Paço do Lumiar, na região da Grande Ilha de São Luís, no Maranhão. A prisão ocorreu no bairro Alto da Esperança, no Itaqui-Bacanga, na capital São Luís. A Polícia Civil investiga o caso e já ouviu pelo menos três vítimas.
Investigação começou após denúncia de membro da igreja
De acordo com as investigações, o homem é pastor de uma igreja localizada no bairro Lima Verde, em Paço do Lumiar. A Delegacia de Polícia do Maiobão instaurou um inquérito após receber uma denúncia feita por um membro da própria igreja onde o suspeito congregava. A partir daí, a polícia começou a apurar os relatos de abuso.
Segundo a Polícia Civil, pelo menos três adolescentes relataram ter sido vítimas do pastor. Ele teria tirado fotos íntimas das vítimas sob o pretexto de realizar um "acompanhamento corporal". Em troca das imagens, os adolescentes recebiam presentes. A polícia não divulgou detalhes sobre as idades das vítimas ou o período em que os abusos ocorreram.
Mandado de prisão e apreensão de equipamentos
A Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra o investigado, que foi cumprido pela Polícia Civil. Durante a ação, foram apreendidos computadores, pendrives, celulares e um tablet que estavam na posse do suspeito. Esses materiais serão periciados para buscar mais provas contra o pastor.
Após a prisão, o pastor foi encaminhado à Central de Inquéritos e Custódia, onde permanecerá à disposição da Justiça. A polícia não informou se ele já passou por audiência de custódia ou se constituiu advogado. O nome do suspeito não foi divulgado para não atrapalhar as investigações.
Crime e pena prevista
O crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, é aplicado a casos de abuso sexual contra menores de 14 anos ou contra pessoas que não podem oferecer resistência. A pena pode variar de 8 a 15 anos de reclusão. No caso de adolescentes entre 14 e 18 anos, o crime pode ser enquadrado como estupro ou corrupção de menores, dependendo das circunstâncias. A polícia continua investigando se há mais vítimas.
A Delegacia de Polícia do Maiobão solicita que outras possíveis vítimas ou testemunhas procurem a unidade para registrar denúncias. O sigilo é garantido.



