A Polícia Federal investiga um possível vazamento de informações da Operação Reduto, deflagrada na quarta-feira (9) em Rondônia e no Amazonas. A operação apura um esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e prática de 'rachadinha'. A confirmação foi feita pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) nesta sexta-feira (10).
Mandados cumpridos e alvos
A Operação Reduto cumpriu 19 mandados de busca e apreensão: nove em Ariquemes (RO), oito em Porto Velho (RO) e dois em Manaus (AM). Em Ariquemes, os alvos foram servidores da prefeitura. Já em Porto Velho, a ação teve como alvo a Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero), onde foram apreendidos documentos, mídias e outros materiais que serão analisados. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Investigações desde 2024
Segundo a PF, as investigações começaram em 2024, após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações financeiras suspeitas envolvendo uma empresa de Manaus que mantinha contratos públicos em Rondônia. Com o avanço, a PF identificou movimentações superiores a R$ 9 milhões incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados.
Duas frentes de atuação
De acordo com a investigação, o grupo atuava em duas frentes. A primeira fraudava licitações e direcionava contratos públicos em Ariquemes. A segunda envolvia o desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Alero, na prática de 'rachadinha'.
Bloqueio de bens e prisões
A Justiça determinou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados até o limite total de R$ 9 milhões. Durante a operação, também foi apreendido dinheiro em espécie em Manaus. Dois servidores foram presos e outros 11 afastados. Segundo a PF, as medidas visam reunir novos elementos e aprofundar as investigações.
Posicionamento das instituições
A Prefeitura de Ariquemes informou que colabora com as autoridades e entregou documentos solicitados, afirmando que não há conclusão de irregularidade envolvendo a prefeitura e que os serviços públicos seguem normais. A Assembleia Legislativa de Rondônia disse que acompanha a operação e está à disposição para esclarecimentos, seguindo princípios de transparência e legalidade.



