Padrasto condenado a 28 anos por matar enteado de 2 anos em Taubaté
Padrasto condenado a 28 anos por morte de enteado de 2 anos

O padrasto acusado de matar o enteado de 2 anos foi condenado, na noite desta quarta-feira (22), a 28 anos, 9 meses e 16 dias de prisão pelo Tribunal do Júri, em Taubaté (SP). A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Além da prisão, o condenado também deverá pagar 100 UFESPs, conforme prevê a legislação estadual, o equivalente a R$ 3.842,00 em 2026.

O crime

O caso aconteceu em fevereiro de 2025, no bairro São Gonçalo, em Taubaté. O menino de 2 anos foi levado ao Hospital Regional da cidade com diversas lesões pelo corpo e não resistiu aos ferimentos. Como havia indícios de violência, funcionários do hospital acionaram a Polícia Civil. Inicialmente, o caso foi registrado como morte suspeita em decorrência de um suposto acidente doméstico.

Segundo a Delegacia Especializada em Investigações Criminais (Deic), os policiais identificaram divergências no depoimento do padrasto, que estava com a criança no momento do suposto acidente e passou a ser o principal suspeito. O laudo médico apontou que o menino morreu em decorrência das lesões e de um traumatismo craniano. O exame também identificou sinais de tortura, segundo a Polícia Civil.

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Investigação e prisão

Durante as investigações, policiais apreenderam roupas da criança com manchas de sangue. O padrasto foi preso em 31 de maio de 2025, mais de três meses após a morte do menino. Ele foi localizado em Pindamonhangaba durante uma abordagem policial. Contra ele havia um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça pelo homicídio da criança.

Condenação

O Tribunal do Júri de Taubaté condenou o padrasto pelos crimes de homicídio qualificado e tortura. A pena total foi fixada em 28 anos, 9 meses e 16 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além do pagamento de 100 UFESPs (R$ 3.842,00 em 2026). A defesa ainda pode recorrer da decisão.

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