Nunes nega irregularidades em contrato com produtora de filme de Bolsonaro
Nunes nega irregularidades em contrato com produtora

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), negou nesta terça-feira (1º) qualquer irregularidade no contrato firmado entre a prefeitura e a produtora responsável pelo filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi dada após reportagem do jornal Folha de S.Paulo apontar possíveis problemas na licitação.

Detalhes do contrato

De acordo com a prefeitura, o contrato no valor de R$ 4,5 milhões foi firmado em 2024 para a produção de um documentário sobre a história da cidade. No entanto, a produtora vencedora da licitação também produziu o filme “Bolsonaro: O Filme”, gerando suspeitas de favorecimento.

Defesa de Nunes

Em entrevista coletiva, Nunes afirmou que o processo licitatório foi conduzido de forma transparente e que não houve qualquer interferência política. “Todas as etapas foram seguidas à risca. Não há nenhuma irregularidade”, disse o prefeito.

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Ele também destacou que a produtora tem experiência comprovada e que o documentário sobre São Paulo trará benefícios para a cidade. “É um projeto importante para a divulgação da nossa história e cultura”, completou.

Investigação em andamento

A oposição na Câmara Municipal já anunciou que vai pedir a abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para investigar o caso. O vereador Carlos Bezerra Jr. (PSDB) classificou a situação como “grave” e afirmou que é necessário esclarecer todos os detalhes.

O Ministério Público de São Paulo também informou que está analisando as denúncias e pode abrir uma investigação preliminar. A produtora, por sua vez, divulgou nota afirmando que todos os contratos foram feitos dentro da lei e que está à disposição para prestar esclarecimentos.

Repercussão política

O caso ganhou repercussão nacional, com críticas de políticos de diferentes partidos. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) afirmou que a situação é “inaceitável” e pediu a apuração rigorosa dos fatos. Já aliados de Nunes defendem a lisura do processo e criticam o que chamam de “perseguição política”.

A prefeitura de São Paulo informou que vai disponibilizar todos os documentos relacionados ao contrato para consulta pública. A expectativa é que o caso seja esclarecido nos próximos dias, com a conclusão das investigações em curso.

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