O novo julgamento de três integrantes da torcida organizada Máfia Azul, do Cruzeiro, acusados de participar da emboscada contra um ônibus de torcedores do Atlético-MG começou na manhã desta quarta-feira (30), por volta das 9h, no Fórum de Belo Horizonte. O ataque ocorreu em novembro de 2021, na Região do Barreiro, e resultou na morte do jovem Matheus de Freitas Ferreira, de 20 anos, além de deixar outras nove pessoas feridas.
Detalhes do julgamento
Três dos quatro réus participam desta sessão do Tribunal do Júri. O quarto acusado teve o julgamento adiado para outra data após a defesa alegar questões de saúde. Os réus chegaram ao fórum por volta das 8h30. Eles respondem por homicídio qualificado e tentativas de homicídio. O caso volta ao banco dos réus porque o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) anulou as condenações anteriores, reconhecendo irregularidades processuais.
A emboscada
Segundo a denúncia do Ministério Público, a ação foi planejada. O ônibus que levava torcedores do Atlético foi cercado e atacado com paus, barras de ferro, bombas caseiras, fogos de artifício e coquetéis molotov. Matheus sofreu graves ferimentos e morreu dois dias depois, em 30 de novembro de 2021. O veículo, da linha 6350, ficou destruído.
Fases do julgamento
Após os interrogatórios, o julgamento avançará para os debates. O Ministério Público terá duas horas e meia para apresentar argumentos aos jurados. As defesas dos três réus também terão duas horas e meia, divididas entre os advogados. Se houver réplica, a acusação terá mais duas horas; a defesa poderá usar tréplica com igual tempo. Caso todos os limites sejam utilizados, o julgamento pode se estender por até nove horas. A expectativa é que o júri seja concluído ainda nesta quarta-feira.
Relembre o caso
O ataque aconteceu na noite de 28 de novembro de 2021, após a partida entre Atlético-MG e Fluminense, no Mineirão. O ônibus foi cercado e atacado no Barreiro. Investigações apontaram que o grupo usou paus, barras de ferro, fogos de artifício e coquetéis molotov. Entre os passageiros estavam integrantes da Galoucura e outros torcedores. Matheus morreu dois dias depois. Familiares e amigos realizaram o velório e sepultamento no Cemitério da Paz, em Belo Horizonte, em meio a dor e indignação. A Polícia identificou suspeitos da Máfia Azul, e o MP denunciou os envolvidos por homicídio consumado, tentativas de homicídio e associação criminosa. As condenações anteriores foram anuladas pelo TJMG, levando a este novo julgamento.



