Neto é suspeito de matar avós idosos a facadas no Piauí
Neto suspeito de matar avós idosos no Piauí tem prisão pedida

Um casal de idosos foi encontrado morto dentro de casa na quinta-feira (18) em São João do Piauí, no Sudeste do estado. Maria Amélia Veríssimo, de 75 anos, e José Veríssimo Neto, de 83 anos, apresentavam sinais de violência. A Polícia Civil do Piauí (PCPI) pediu à Justiça a prisão preventiva do neto das vítimas, principal suspeito do crime.

Detalhes do crime e pedido de prisão

O delegado Fagner Cassa, responsável pela Delegacia de São João do Piauí, solicitou a prisão preventiva do suspeito. Segundo ele, há indícios de que o neto cometeu homicídio qualificado pelo emprego de meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima, além de feminicídio no contexto de violência doméstica. O homicídio qualificado por meio cruel ocorre quando o agente causa sofrimento excessivo à vítima; por impossibilidade de defesa, quando dificulta ou impede sua reação. Já o feminicídio é o homicídio praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino.

Na residência das vítimas, policiais militares encontraram uma faca ensanguentada e uma ferramenta do tipo torquês. A perícia da Polícia Civil analisa a dinâmica do crime. O delegado destacou que o crime abalou a comunidade local e que o perfil do suspeito deixa "absolutamente claros a falta de escrúpulos e potencial de cometer novos delitos".

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"Diante da gravidade da infração penal e dos riscos da impunidade, o cerceamento da liberdade do indivíduo mostra-se adequado e proporcional, não sendo cabível nenhuma outra medida cautelar", escreveu o delegado no pedido de prisão.

Próximos passos legais

O pedido será avaliado pelo juiz da audiência de custódia, que deve acontecer nesta sexta-feira (19). O magistrado pode determinar a prisão preventiva ou rejeitá-la e aplicar outras medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica. O Ministério Público do Piauí (MPPI) informou que o promotor de Justiça de São João do Piauí, que também participa da audiência, precisa analisar o auto de prisão em flagrante para decidir se concorda com a Polícia Civil ou se pede medidas alternativas.

O caso segue sob investigação, e a comunidade aguarda o desfecho judicial.

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