A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido de prisão domiciliar para a mãe do recém-nascido encontrado morto em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e manteve preso o casal acusado de matar a criança. A decisão foi proferida pela 1ª Vara Criminal de Duque de Caxias, que considerou a gravidade do crime e a necessidade de garantir a ordem pública.
Investigação começou após suspeita de médica obstetra
O caso veio à tona depois que uma médica obstetra desconfiou de sinais de parto recente em Karissa Monteiro da Costa, de 20 anos, e acionou a polícia. A profissional notou que a jovem apresentava sangramento e outros indícios de que havia dado à luz recentemente, mas negava ter tido um bebê. A polícia foi até a residência do casal e encontrou o corpo do recém-nascido em uma mala, já em estado de decomposição.
Confissão da mãe e acusação ao pai
Em depoimento à Polícia Civil, Karissa Monteiro da Costa confessou ter matado o filho logo após o parto. Ela afirmou que o bebê nasceu com vida e atribuiu ao pai da criança, Bruno Lucas Ribeiro da Silva, de 21 anos, participação no crime. Segundo a investigação, o casal teria planejado ocultar a gravidez e, após o parto, sufocado o recém-nascido.
Prisão em flagrante e pedido negado
O casal foi preso em flagrante no dia 12 de abril. A defesa de Karissa solicitou prisão domiciliar argumentando que ela precisava cuidar de outro filho, mas o juiz negou o pedido, destacando que a acusada representa risco à sociedade. A prisão preventiva foi mantida para ambos, que estão detidos no sistema penitenciário do Rio de Janeiro.
Impacto e próximos passos
O crime chocou a comunidade de Duque de Caxias e reacendeu o debate sobre a violência contra crianças. O Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou o casal por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. A Justiça aguarda a conclusão do inquérito para marcar a audiência de instrução. A defesa informou que irá recorrer da decisão que negou a prisão domiciliar.



