Uma mulher de 48 anos, que não teve a identidade divulgada, matou o companheiro com uma facada em Cubatão (SP). Ela se apresentou à polícia, alegou ter agido em legítima defesa após ser ameaçada por Aliomar da Conceição Pereira, de 54 anos, com uma barra de ferro, e foi liberada após a investigação preliminar apontar que não houve excesso na reação. O crime ocorreu na residência do casal, no bairro Vila Natal, no domingo (5), durante o jogo do Brasil.
Detalhes do crime
Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados após o homem dar entrada no hospital com um ferimento no peito. Após a confirmação da morte, os agentes seguiram até o endereço. No local, uma vizinha que mora no mesmo terreno relatou que a mulher bateu à sua porta pedindo socorro. Segundo a testemunha, a autora disse que havia esfaqueado o companheiro e pediu ajuda para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Aliomar foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro Central, mas não resistiu aos ferimentos.
Histórico de violência
Em depoimento, a mulher explicou que teve um breve relacionamento com a vítima há dez anos, quando tiveram uma filha, e que reataram a união há dois. Segundo ela, o companheiro era agressivo e bebia com frequência. Em novembro de 2025, a autora obteve uma medida protetiva contra ele, mas voltaram a viver juntos um mês depois. Na véspera do crime, o homem passou a tarde bebendo e ofendeu a mulher. No dia seguinte, voltou a beber e não aceitou o pedido de separação. Ainda conforme a versão dela, durante o jogo da Seleção Brasileira, o parceiro teve uma crise de ciúmes e a agrediu com tapas, enforcamento e puxões de cabelo. Ao tentar fugir, a autora relatou que ele pegou uma barra de ferro para atacá-la. Para se defender, a mulher relatou que pegou uma faca na cozinha e deu um único golpe no peito do homem quando ele avançou. Em seguida, segundo ela, retirou o objeto do corpo da vítima e pediu a vizinhos que chamassem o Samu e fugiu por medo. Horas depois, apresentou-se na delegacia, onde soube da morte do parceiro.
Legítima defesa
A Polícia Civil confirmou a existência da medida protetiva concedida à mulher em novembro de 2025. Em análise preliminar, a corporação entendeu que a autora agiu sob a excludente de legítima defesa, prevista no Código Penal, e sem excesso, já que desferiu apenas um golpe. Por esse motivo, ela não foi presa em flagrante. O caso foi registrado como homicídio e legítima defesa na Delegacia de Cubatão. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que exames periciais foram solicitados ao Instituto de Criminalística (IC) e ao Instituto Médico Legal (IML). As circunstâncias do crime seguem em investigação.



