MPSC recorre da absolvição de dois réus no caso Ana Beatriz
MPSC recorre da absolvição de réus no caso Ana Beatriz

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciou que vai recorrer da absolvição de João Vivaldino Córdova Lottin e Marcel Aparecido Albuquerque, acusados de envolvimento no estupro e assassinato de Ana Beatriz Schelter, de 12 anos. O crime ocorreu em março de 2016, em Rio do Sul, no Vale do Itajaí. O julgamento ocorreu na quinta-feira (25) em Florianópolis, dez anos após o crime.

Decisão do júri e recurso

Os dois réus respondiam em liberdade ao processo. João Vivaldino Córdova Lottin era apontado como envolvido direto nos crimes, enquanto Marcel Aparecido Albuquerque teria ajudado a simular uma cena de suicídio. O promotor de Justiça Jonnathan Augustus Kuhnen afirmou: “Respeitamos a decisão do júri, mas entendemos que há elementos suficientes para sua revisão e, por isso, vamos recorrer”.

Condenação do principal autor

Um terceiro envolvido, Mário Fleguer, apontado como principal autor, foi condenado no mês passado a 58 anos de prisão por estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual. Ele não pode recorrer em liberdade.

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Relembre o caso

Ana Beatriz tinha 12 anos quando saiu de casa a pé, por volta das 13h do dia 2 de março de 2016, para ir à escola, onde cursava o sétimo ano. O trajeto levava poucos minutos, mas ela nunca chegou. O desaparecimento foi registrado naquela noite pelo pai. Na manhã seguinte, o corpo foi encontrado dentro de um contêiner às margens da BR-470. A perícia apontou que a cena foi montada para simular um suicídio por enforcamento, hipótese descartada. O laudo confirmou violência sexual e morte por asfixia.

Investigação e denúncia

A denúncia do MPSC apontou que a materialidade dos crimes de estupro e homicídio qualificado ficou comprovada, afastando a hipótese de suicídio. Mário Fleguer era conhecido da família, monitorava a rotina da vítima e planejou o crime friamente. Ele e outro denunciado teriam perfil associado à exploração sexual de crianças e adolescentes. Na manhã do crime, os dois denunciados pelo assassinato ofereceram carona à adolescente, deslocaram-se para local não identificado e praticaram os crimes.

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