MPPE investiga abuso sexual de ex-alunas em escola de Garanhuns
MPPE investiga abuso sexual em escola de Garanhuns

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está investigando denúncias de crimes contra a dignidade sexual que teriam ocorrido na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Henrique Dias, localizada em Garanhuns, no Agreste do estado. O principal suspeito é um professor que atuava na unidade de ensino na época dos fatos e que atualmente ocupa o cargo de diretor na mesma escola.

Investigação iniciada após denúncia à Ouvidoria

De acordo com informações do MPPE, a investigação teve início após uma denúncia formalizada em abril deste ano à Ouvidoria do órgão. O relato, que consta em procedimento acessado pelo g1, indica que os casos teriam ocorrido no final de 2021. Uma das supostas vítimas, que era aluna da escola na época, teria sofrido assédios e abusos praticados pelo investigado.

Segundo o documento, a denúncia afirma que a estudante foi manipulada e coagida pelo suspeito, que teria se aproveitado de um momento de vulnerabilidade para cometer os abusos. O MPPE também apura a informação de que outras alunas da escola podem ter sido vítimas do mesmo homem.

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Escola teria sido alertada, mas suspeito foi transferido

A denúncia aponta ainda que a instituição de ensino teria recebido relatos sobre a situação na época, mas que o investigado teria sido apenas transferido de função, sem medidas mais severas. Diante das informações recebidas, o MPPE determinou a realização de novas investigações e quer ouvir a principal vítima citada na denúncia para reunir mais detalhes e possíveis provas sobre o caso.

Secretaria de Educação se manifesta

Procurada pelo g1, a Secretaria de Educação de Pernambuco informou que ainda não foi oficialmente comunicada sobre o caso, mas afirmou que adotará as medidas necessárias assim que tiver acesso às informações. A pasta também declarou que repudia qualquer forma de violência e que está à disposição para colaborar com as investigações.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa do investigado, nem com a Polícia Civil, até a última atualização desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

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