O Ministério Público Eleitoral (MPE) solicitou ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a impugnação do pedido de registro da candidatura do deputado federal Ricardo Salles (Novo-SP) ao Senado nas eleições de 2026. A ação, apresentada pela Procuradoria Regional Eleitoral, não está fundamentada em condenação ou inelegibilidade já reconhecida, mas na ausência de documentos considerados essenciais para a análise das condições de elegibilidade do candidato.
Documentação incompleta
Segundo o MPE, Salles não anexou certidões referentes a todos os processos listados em uma certidão da Justiça Estadual de segundo grau, como exige a legislação eleitoral. O candidato apresentou apenas uma certidão de movimentação processual de uma ação civil pública, documento que, na avaliação da Procuradoria, não permite verificar o conteúdo das decisões judiciais proferidas no caso. A falta dessas certidões impede que o órgão verifique se o candidato preenche os requisitos legais para concorrer ao cargo.
Pedido do MPE ao TRE-SP
Na ação, o MPE pede que o TRE-SP receba a ação, notifique Ricardo Salles para apresentar defesa e, ao final, indefira o pedido de registro da candidatura caso a situação não seja regularizada. O órgão também solicitou nova vista do processo antes do julgamento para analisar eventual apresentação da documentação pendente. O g1 entrou em contato com a assessoria de Salles e aguarda retorno.
Contexto político
Ricardo Salles foi oficializado como candidato ao Senado pelo Partido Novo durante convenção estadual realizada em julho. Na ocasião, a legenda também confirmou apoio à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e homologou as chapas para deputado federal e estadual. Ex-ministro do Meio Ambiente no governo Jair Bolsonaro, Salles atualmente exerce mandato de deputado federal por São Paulo.
Pesquisas e acusações
Em pesquisa Datafolha divulgada em 6 de julho, Salles apareceu com 13% das intenções de voto para o Senado, em terceiro lugar e tecnicamente empatado com Simone Tebet (16%), enquanto Marina Silva liderava com 18%. Além disso, Salles é acusado de envolvimento em exportação ilegal de madeira na Amazônia, o que pode influenciar o eleitorado e o cenário político da disputa.



