Moraes libera cunhada para cuidar de Bolsonaro; Michelle faz exames
Moraes libera cunhada para cuidar de Bolsonaro

A autorização concedida por Moraes tem caráter excepcional e está diretamente vinculada ao estado de saúde de Michelle Bolsonaro, que precisou se deslocar a um hospital da capital federal para realizar exames. Sem a presença da esposa, a cunhada do ex-presidente — que também é irmã de Michelle — passará a ocupar a função de cuidar de Bolsonaro durante o período de ausência.

Segundo o despacho, a medida é necessária para garantir a integridade física e emocional do ex-presidente, que está em Brasília submetido a medidas cautelares impostas pelo STF. A autorização também leva em conta o fato de que Bolsonaro necessita de acompanhamento próximo, conforme relatório médico anexado aos autos.

Por que a autorização é necessária?

As medidas cautelares que pesam contra Bolsonaro, determinadas por Moraes, incluem a proibição de receber visitas sem autorização judicial e restrições à comunicação. Por isso, qualquer pessoa que não integre o núcleo íntimo autorizado precisa ser previamente liberada.

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No caso, a cunhada do ex-presidente já figurava em listas de contatos aprovados pela Justiça, mas a autorização anterior era limitada a horários e dias específicos. Com a decisão desta segunda-feira, ela poderá permanecer em caráter contínuo, enquanto durar a ausência de Michelle.

Repercussão política

A liberação ocorre em meio a um cenário de tensão entre Bolsonaro e o poder Judiciário, marcado por embates públicos entre o ex-presidente e ministros do STF. Nos bastidores, aliados de Bolsonaro avaliaram a decisão como uma sinalização de que a Corte, apesar dos atritos, respeita questões humanitárias.

Já setores da oposição, por outro lado, preferiram não comentar, citando o sigilo do processo. A expectativa é que a decisão não altere o curso das investigações em andamento, mas possa reduzir a animosidade nos próximos dias.

O papel de Michelle

Michelle Bolsonaro é considerada ponto de apoio essencial para o ex-presidente, tanto do ponto de vista emocional quanto logístico. Sua ausência, ainda que temporária, demandou providências da defesa para que Bolsonaro não ficasse sem assistência.

Não foram divulgados detalhes sobre os exames a que Michelle será submetida, tampouco se há alguma condição de saúde que a obrigue a permanecer internada. A assessoria da ex-primeira-dama não respondeu aos contatos da reportagem até a publicação deste texto.

Histórico recente

Bolsonaro e sua família têm recorrido com frequência à Justiça para flexibilizar as restrições impostas no âmbito dos inquéritos que tramitam no STF. Em junho, a defesa já havia conseguido autorização para que Michelle acompanhasse o ex-presidente em uma consulta médica, mas a decisão de agora é mais ampla.

Nos autos, a defesa alegou ainda que a presença da cunhada é fundamental para evitar "risco à saúde física e mental" de Bolsonaro, dada a rotina de medicações e a necessidade de supervisão constante. O argumento foi acolhido integralmente por Moraes.

Próximos passos

A permanência da cunhada de Bolsonaro se estenderá até que Michelle receba alta ou conclua os exames, não havendo prazo prefixado na decisão. Caso haja necessidade de prolongamento, a defesa terá de apresentar novo pedido ao STF.

Enquanto isso, a vida política segue com Bolsonaro impedido de deixar Brasília, mas com a possibilidade de manter contato com familiares autorizados. A decisão desta segunda-feira, porém, não altera as demais restrições impostas ao ex-presidente.

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