Justiça torna réus nove presos por rebelião em Potim que matou dois
Justiça torna réus nove presos por rebelião em Potim

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público e tornou réus nove presos acusados de participar de um motim na Penitenciária I de Potim (SP), ocorrido entre os dias 20 e 21 de junho deste ano. A rebelião terminou com dois detentos mortos e outros quatro feridos.

Motivo da rebelião

Segundo a investigação, o motim começou após duas mulheres terem a entrada barrada durante o horário de visitas na unidade prisional. Um equipamento usado na revista apontou objetos suspeitos no corpo das visitantes, e elas foram impedidas de entrar. De acordo com o Ministério Público de SP, após a decisão, presos que seriam companheiros das mulheres iniciaram o motim e passaram a ameaçar servidores e outros detentos.

Reféns e violência

Durante a rebelião, 14 mulheres e uma criança que estavam na unidade durante a visita foram mantidas no local contra a vontade, segundo a denúncia do MP. O órgão afirma que elas foram usadas como "escudo humano" pelos presos envolvidos. Dois detentos foram assassinados durante o motim. Outros quatro ficaram feridos.

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Controle da situação

A situação foi controlada após negociações com equipes da Polícia Penal, Polícia Militar e Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE). A investigação apontou que alguns dos presos teriam liderado a rebelião e coordenado as ações dentro do pavilhão.

Crimes imputados

Segundo o Ministério Público, os nove presos denunciados devem responder por crimes como motim de presos, cárcere privado, homicídio e tentativa de homicídio. O MP também pede a condenação dos acusados. O caso segue em andamento na Justiça. A Secretaria da Administração Penitenciária informou anteriormente que instaurou procedimento para apurar o episódio e que a unidade passou por revista após o fim da ocorrência.

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