A Justiça do Distrito Federal determinou a soltura do sargento do Exército Guilherme da Silva Oliveira, denunciado por tentativa de homicídio após atropelar uma jovem no Riacho Fundo, no dia 25 de abril deste ano. Ele estava preso desde 28 de abril, em unidade militar, por ser integrante do Exército Brasileiro.
Denúncia do Ministério Público
Na denúncia, o Ministério Público afirma que Guilherme dirigia em alta velocidade, na contramão e em marcha à ré, quando atingiu a vítima, que atravessava a via acompanhada de uma amiga. Ele teria deixado o local sem prestar socorro. O MPDFT enquadrou o caso como tentativa de homicídio com dolo eventual — quando o suspeito assume o risco de provocar a morte.
Condições perigosas e qualificadoras
Para os promotores, ao dirigir sob efeito de álcool e entorpecentes e em condições perigosas, o motorista tratou o veículo como uma arma. A denúncia também inclui qualificadoras, como: o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, devido à ação repentina, e perigo comum, por colocar outras pessoas em risco.
Vítima: Maria Clara Facundo
A jovem atropelada é Maria Clara Facundo, de 20 anos. Ela ficou 17 dias internada, teve alta da UTI na semana passada e recebeu alta após cerca de 15 dias no hospital. O atropelamento aconteceu na madrugada do dia 25 de abril, quando Maria Clara estava atravessando uma rua próxima à faixa de pedestre. As imagens do local mostram que o suspeito deu ré no carro e atingiu a jovem, que chegou a ser arrastada pelo asfalto. O motorista, ainda de ré, fugiu do local.
Estado de saúde e recuperação
Segundo a família, Maria Clara fraturou a bacia e o rosto e teve traumatismo craniano. O advogado de Maria Clara informou que ela está em casa fazendo fisioterapia leve, já que ainda não pode ficar em pé.



