Justiça revoga prisão de mãe acusada de matar filho de 5 anos em SP
Justiça revoga prisão de mãe acusada de matar filho de 5 anos

A Justiça de Presidente Venceslau (SP) revogou a prisão preventiva e concedeu liberdade a Izabella Rodrigues da Silva, acusada pela morte do próprio filho, João Pedro, de cinco anos, ocorrida em agosto de 2023. A decisão foi tomada na manhã desta terça-feira (23), após julgamento pelo Tribunal do Júri que durou cerca de quatro horas. O conselho de sentença, por 4 votos a 3, desclassificou o crime de homicídio doloso (com intenção de matar) para homicídio culposo (sem intenção de matar), resultando na imediata soltura da ré.

Desclassificação do crime e fundamentos da defesa

De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), os jurados entenderam que não houve dolo por parte de Izabella. A defesa, representada pelo advogado Alisson Oliveira de Sousa Cruz, sustentou que não havia provas de que a ré agiu com intenção de matar. Além disso, foi considerado o diagnóstico de saúde mental da acusada — à época dos fatos, Izabella, então com 24 anos, não estaria em condições mentais plenas, o que afastaria a intenção de causar a morte da criança. Anteriormente, ela respondia por homicídio qualificado, com pena que poderia chegar a 20 anos de reclusão.

Liberdade após quase três anos presa

Izabella permaneceu presa preventivamente por quase três anos. Com a desclassificação para homicídio culposo, a pena prevista no Código Penal é de um a três anos. A defesa argumentou que o tempo de prisão provisória já superava a pena máxima do novo crime, não havendo fundamento para mantê-la detida. O magistrado concordou e concedeu o alvará de soltura, determinando que o processo seja remetido ao juízo de origem em Santo Anastácio, competente para julgar crimes culposos. Agora, Izabella passará pelos trâmites administrativos, como mudança de unidade prisional, até ser solta oficialmente.

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Relembre o caso

Em agosto de 2023, a Justiça decretou a prisão temporária de Izabella após o corpo do menino ser encontrado em um córrego na zona rural de Santo Anastácio, dois dias após seu desaparecimento. A criança morreu afogada. As buscas envolveram Polícia Ambiental, Civil, Militar, Corpo de Bombeiros, helicóptero Águia da PM e drones. Conforme os bombeiros, a mãe mudou de versão várias vezes, chegando a dizer que havia jogado a criança em uma lagoa. No dia do desaparecimento, ela voltou para casa sem roupas e enrolada em um tapete. Na época, ela fazia uso de medicamentos para depressão e ansiedade.

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