A Justiça manteve a prisão de Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, deflagrada na terça-feira pela Polícia Federal. Após audiência de custódia, a prisão foi ratificada e Canella será transferido para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, Zona Oeste do Rio, conhecido como Bangu 8. As informações são do site g1.
Detalhes da operação e da prisão
Segundo a Polícia Federal, um fuzil foi encontrado no veículo de Canella durante o cumprimento da operação. O político, no entanto, afirmou que a arma não lhe pertencia. A 6ª fase da investigação visa desarticular uma quadrilha suspeita de usar postos de gasolina para lavar dinheiro. O delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio, também é investigado.
Impacto político e reações
A prisão de Canella provocou um novo abalo na montagem do palanque do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Rio. Apontado pela federação União Brasil-PP como candidato ao Senado com o aval de Flávio, Canella tornou-se o segundo nome da chapa atingido por uma investigação da PF em menos de dois meses. Nos bastidores, dirigentes do PL afirmam que a federação deve recuar da indicação e apresentar um substituto.
A avaliação entre aliados do presidenciável é que a permanência de Canella ficou politicamente insustentável. Embora a decisão caiba à federação, interlocutores de Flávio afirmam que insistir na candidatura significaria impor mais um desgaste a uma chapa que já passou por sucessivas mudanças.
Presídio já abrigou outros presos de destaque
O Presídio Pedrolino Werling de Oliveira já abrigou outros presos de repercussão. Antes de ser transferido para um presídio federal em Brasília, o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar (União Brasil) também ficou custodiado na unidade.



