A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais contra um caminhoneiro de 42 anos, acusado de causar o acidente que matou os irmãos William Oliveira Almeida, de 29 anos, e Wellington Oliveira Almeida, de 31, na BR-116, em Dom Cavati. A informação foi divulgada pelo MP nesta segunda-feira (13). Com a aceitação da denúncia e de um complemento, o caminhoneiro passou a responder a uma ação penal.
Acusado responde por homicídio qualificado com dolo eventual
De acordo com o Ministério Público, o homem responderá, em tese, por dois homicídios qualificados com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte. O órgão afirmou que os crimes teriam sido cometidos por motivo torpe, com uso de meio que provocou perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas. O caminhoneiro também foi denunciado por supostamente alterar o local do acidente, deixar o ponto da ocorrência para evitar responsabilização penal ou civil e cometer fraude processual.
Acidente matou dois irmãos na BR-116
O acidente ocorreu na manhã do dia 22 de outubro de 2025, no km 483 da BR-116, próximo a Dom Cavati. William e Wellington estavam em uma motocicleta e seguiam em direção a Dom Cavati. Os dois irmãos moravam na cidade e estavam a caminho do trabalho. O caminhoneiro seguia no sentido de Inhapim. Segundo testemunhas ouvidas pela polícia na época, ele perdeu o controle da direção, invadiu a pista contrária e atingiu a motocicleta. Os irmãos morreram antes da chegada do socorro.
CNH vencida e suspensão da carteira
Na denúncia, o Ministério Público afirmou que o caminhoneiro dirigia com a Carteira Nacional de Habilitação vencida e assumiu o risco de causar as mortes ao trafegar nessas condições e invadir a contramão. Na mesma decisão, a Justiça determinou a suspensão da CNH do caminhoneiro. Ele também ficou proibido de obter permissão ou habilitação para dirigir veículos automotores. A medida cautelar havia sido solicitada pelo Ministério Público. Segundo o órgão, a Justiça considerou que a manutenção do direito de dirigir representaria risco concreto à ordem pública diante da gravidade das acusações.
O processo tramita na 2ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Inhapim. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia conseguido contato com a defesa do denunciado.



