O julgamento de Josias Ascaciba da Silva Junior, acusado de invadir uma casa de shows e atirar contra um cliente em Cacoal (RO), começa às 7h30 desta terça-feira (4) na 1ª Vara Criminal. Ele responde pela tentativa de homicídio contra a vítima, crime ocorrido em 2023 e motivado, segundo a polícia, por uma discussão sobre um capacete.
Denúncia do Ministério Público
A sessão será conduzida com base na denúncia apresentada pelo Ministério Público (MP), que acusa Josias de tentativa de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e pelo uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. O julgamento é aguardado com expectativa pela comunidade local, que acompanhou o caso com repercussão na época.
Relembre o caso
O crime ocorreu na madrugada de uma sexta-feira (24), quando Josias invadiu a casa de shows armado com a intenção de matar um homem, pois acreditava que a vítima havia furtado seu capacete. As câmeras de segurança registraram o momento de pânico: o suspeito chegou atirando contra a vítima, que estava na entrada do local acompanhada de outras pessoas. O grupo correu para dentro do estabelecimento para se proteger, e o atirador foi atrás.
Como a casa de shows já estava encerrando o expediente, o local estava praticamente vazio, restando apenas funcionários. Ao perceber as pessoas correndo e a invasão armada, o proprietário do estabelecimento reagiu e efetuou um disparo contra o invasor, que foi atingido e fugiu do local mancando.
Vítima baleada e prisão
O homem, alvo do ataque de Josias, foi atingido por um tiro no ombro e encaminhado ao hospital para atendimento médico. A Polícia Militar realizou buscas logo após o tiroteio, localizou o suspeito ferido na mesma madrugada e efetuou a prisão em flagrante, que culminou no processo julgado nesta terça-feira (4).
O caso ganhou destaque na imprensa local e nacional, principalmente pelas imagens das câmeras de segurança que mostram a violência do ataque. A expectativa é de que o júri popular decida sobre a culpa ou inocência do réu, que permanece preso desde a época do crime.



