Juiz aposentado que usou nome falso por 45 anos vira réu em novo processo
Juiz aposentado que usou nome falso por 45 anos vira réu

Um juiz aposentado que utilizou um nome falso durante 45 anos tornou-se réu em um segundo processo de falsidade ideológica. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e aceita pela Justiça Federal. O caso, que já havia gerado repercussão anteriormente, agora ganha novos contornos com a abertura de mais uma ação penal.

Entenda o caso

O magistrado, que atuou por décadas no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), adotou um nome fictício desde os anos 1970 para ocultar sua verdadeira identidade. Segundo as investigações, ele utilizou documentos falsos para obter registro civil, CPF e até mesmo para ingressar na carreira pública. A farsa só foi descoberta recentemente, quando a Polícia Federal iniciou uma apuração sobre a autenticidade de seus documentos.

Primeiro processo

No primeiro processo, o juiz já havia sido denunciado por falsidade ideológica e uso de documento falso. Na ocasião, a defesa alegou que ele agiu por motivos pessoais, sem intenção de obter vantagem ilícita. No entanto, a Justiça entendeu que houve crime, e o caso tramita em segredo de justiça.

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Segundo processo

O novo processo, também por falsidade ideológica, refere-se a documentos apresentados pelo juiz para justificar a mudança de nome. De acordo com o MPF, ele teria apresentado certidões e declarações falsas para regularizar sua situação perante os órgãos públicos. A defesa do magistrado ainda não se manifestou sobre as novas acusações.

Repercussão

O caso gerou grande repercussão no meio jurídico, levando o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) a abrir um procedimento administrativo para apurar a conduta do juiz aposentado. Se condenado, ele pode pegar até seis anos de prisão, além de perder a aposentadoria e os direitos políticos.

A Justiça Federal determinou a citação do réu para apresentar defesa no prazo legal. O julgamento do mérito ainda não tem data prevista.

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