A investigadora da Polícia Civil do Amazonas Viviane Monteiro de Almeida foi condenada a 23 anos, 2 meses e 13 dias de prisão em regime fechado, pelos crimes de roubo majorado, extorsão majorada e uso de documento falso. A sentença, proferida pela juíza Patrícia Macedo de Campos, da 8ª Vara Criminal da Comarca de Manaus, também condenou outros três réus: Samuel da Costa Matos (19 anos, 10 meses e 20 dias), Alessandro Freire Naranjo (16 anos, 6 meses e 27 dias) e Jefferson Cavalcante Marcolino (16 anos, 6 meses e 27 dias).
Crime ocorreu em agosto de 2023
O grupo se passou por policiais civis para invadir a casa de uma vítima em Manaus, no dia 15 de agosto do ano passado. Utilizando coletes táticos, distintivos, algemas e um falso mandado de busca e apreensão, os acusados convenceram a vítima a permitir a entrada na residência. Durante a ação, roubaram R$ 5 mil em espécie, fizeram uma transferência de R$ 10 mil via celular da vítima e levaram um notebook, um relógio e outros pertences. A investigação começou após a vítima denunciar o roubo de R$ 15 mil.
Provas robustas
A juíza destacou que o conjunto de provas foi determinante para a condenação: extração de dados telemáticos do celular da investigadora, mensagens entre os acusados, extratos bancários, imagens de câmeras de segurança e objetos apreendidos. As conversas revelaram planejamento da abordagem, acompanhamento da vítima, divisão dos valores e uso de conta bancária para receber os Pixs. O falso mandado foi usado para dar aparência de legalidade à ação.
Associação criminosa rejeitada
A acusação de associação criminosa foi rejeitada, pois as provas não demonstraram estabilidade, permanência ou estrutura organizada entre os réus, requisitos legais para o crime. O g1 tenta contato com a defesa dos condenados.



