Hospital condenado a pagar R$ 175 mil após bebê cair no parto
Hospital condenado a R$ 175 mil por queda de bebê no parto

A Justiça de Minas Gerais condenou o Hospital Maternidade Sofia Feldman, localizado em Belo Horizonte, ao pagamento de R$ 175 mil por danos morais, após um bebê cair no chão durante o parto e sofrer traumatismo craniano. A unidade de saúde também deverá arcar com todos os custos de tratamentos médicos e psicológicos da criança e dos pais.

Entenda o caso

De acordo com a ação judicial, a gestante deu entrada no hospital com fortes dores e sinais de trabalho de parto avançado. No entanto, após uma triagem inicial, ela foi orientada a aguardar na recepção. Sem a devida reavaliação do quadro clínico, o parto ocorreu de forma abrupta no local, resultando na queda do recém-nascido no chão. O bebê sofreu traumatismo craniano, necessitando de internação e acompanhamento médico contínuo.

Decisão judicial

A sentença, proferida pela 2ª Vara Cível de Belo Horizonte, apontou falhas graves no atendimento prestado pela instituição. Entre os erros, destacam-se a triagem inadequada e a ausência de reavaliação periódica da paciente, o que configurou negligência. O juiz responsável pelo caso afirmou que o hospital não seguiu os protocolos mínimos de segurança para partos, colocando em risco a vida da mãe e do bebê.

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O que diz o hospital

Em nota, o Hospital Maternidade Sofia Feldman informou que respeita a decisão, mas que irá recorrer. A instituição alega que segue rigorosamente os protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde e que todas as medidas cabíveis foram tomadas no momento do atendimento. A defesa do hospital sustenta que o caso será reavaliado pelas instâncias superiores.

Impacto na família

A família do bebê, representada por advogados, comemorou a decisão. Os pais relataram o sofrimento desde o ocorrido, destacando as sequelas físicas e emocionais deixadas no filho. O valor da indenização, além de cobrir os danos morais, deverá custear terapias, consultas e qualquer outro tratamento necessário para a recuperação da criança. O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das maternidades e a importância de um atendimento humanizado e seguro durante o pré-natal e o parto.

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