Completou um mês neste sábado (25) a fuga de Pablo Henrique de Oliveira Rodrigues, condenado a oito anos de prisão por tentativa de feminicídio e ameaça contra a ex-companheira, Jhenipher Sabriny Oliveira, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Desde que deixou o Fórum logo após o julgamento, ele não foi mais localizado. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) confirmou ao g1 que o condenado ainda não foi preso e o mandado de prisão segue em aberto no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões. A Polícia Civil também foi acionada, mas até o momento não há informações sobre seu paradeiro.
O crime e a fuga espetacular
O crime ocorreu em fevereiro de 2025, dentro do apartamento onde o casal morava. Durante uma discussão, Pablo Henrique ameaçou matar Jhenipher com uma faca. Para escapar das agressões, ela pulou da janela do segundo andar, de uma altura de aproximadamente sete metros. A queda resultou em múltiplas fraturas nos braços e pernas, exigindo semanas de tratamento médico. Na ocasião, Jhenipher declarou ao g1: “Eu poderia não estar mais aqui. Hoje eu tenho voz, mas eu poderia não estar aqui.”
Julgamento e fuga
Pablo foi submetido a júri popular no dia 25 de junho. Após a decisão dos jurados, mas antes da leitura da sentença, ele se retirou do fórum e não retornou. Como a pena previa cumprimento imediato da prisão, o condenado deveria ter sido detido ainda no local. A ausência dele gerou críticas sobre a segurança do tribunal.
Ameaças contínuas e medidas protetivas
Mesmo após o crime, Jhenipher continuou recebendo ameaças. Ela solicitou medida protetiva e denunciou o caso às autoridades. O relacionamento, segundo a vítima, era marcado por episódios recorrentes de violência. Vizinhos prestaram socorro imediato após a queda, e o agressor chegou a colocá-la no carro com a intenção de levá-la a um hospital, mas ela conseguiu pedir ajuda ao avistar uma viatura da Polícia Militar. Pablo foi abordado e preso na ocasião, mas agora está foragido.
Impacto e busca
O caso reacendeu o debate sobre a eficácia das medidas de proteção a vítimas de violência doméstica e a necessidade de maior rigor na execução de prisões imediatas após condenações. A Sejusp informou que continua as buscas, mas não revelou detalhes operacionais. A vítima, que sobreviveu a uma tentativa de feminicídio, aguarda que a justiça seja cumprida.



