Onze dias após a deflagração da Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o governador em exercício Ricardo Couto de Castro exonerou nesta segunda-feira (20) a cúpula do Instituto Rio Metrópole (IRM). As dispensas atingem o então presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos do IRM, Amanda Íthala Santos da Paschoa. Todos estão presos.
Alvos da operação
Os exonerados estão entre os alvos da Operação Ouroboros, que investiga um suposto esquema de corrupção no IRM. A promotoria denunciou 11 investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. De acordo com as investigações, empresas contratadas pelo IRM teriam celebrado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos.
Parte do dinheiro, segundo a denúncia, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala” que foi presa. Ela era ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia. O g1 tenta contato com os citados.
Relações familiares
Mauricio Silva Knoploch dos Santos é pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL). Amanda Íthala Santos da Paschoa, gestora de contratos, é nora de Maurício e cunhada de Knoploch. Franquis Dias Nepomuceno é delegado da Polícia Civil do RJ.



